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OMS confirma primeira recuperação de paciente no atual surto de ebola no Congo

Até o momento, este é o único caso oficialmente registrado desde o início da epidemia

Por Redação 29/05/2026 11h11 - Atualizado em 29/05/2026 11h11
OMS confirma primeira recuperação de paciente no atual surto de ebola no Congo
Vírus Ebola - Foto: Reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira (29/5) a primeira recuperação de um paciente infectado pelo ebola durante o atual surto na República Democrática do Congo (RDC). O paciente recebeu alta hospitalar no dia 27 de maio e já retornou à sua comunidade.

Até o momento, este é o único caso oficialmente registrado de recuperação desde o início do surto.

O anúncio ocorreu durante a visita do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao país africano. Em declaração, ele destacou a importância do apoio internacional e da presença das equipes de saúde junto às comunidades locais no enfrentamento da doença.

Apesar da recuperação, a situação continua crítica. Segundo a OMS, já foram registrados 1.077 casos suspeitos e 238 mortes suspeitas relacionadas ao surto em curso.

A epidemia é causada pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, uma variante rara que não possui vacina nem tratamento específico aprovado. Em surtos anteriores, essa cepa apresentou taxas de mortalidade entre 30% e 50%, embora os dados atuais indiquem letalidade inferior a 25%, ainda em atualização.

A maior concentração de casos está na província de Ituri, no leste do país, região que enfrenta também conflitos armados e dificuldades de acesso para equipes médicas.

Profissionais de saúde relatam falta de recursos, insegurança e resistência de parte da população, especialmente em relação aos protocolos de manejo de corpos, que entram em conflito com tradições locais. Também foram registrados ataques a centros de saúde em algumas áreas afetadas.

Tedros afirmou que a instabilidade compromete o controle da doença. “Não podemos construir confiança da comunidade nem isolar os doentes enquanto bombas estão caindo”, declarou.