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Estudo revela que donos de cães podem ter dificuldade em identificar sinais de dor nos animais

Experiência prévia com pets pode melhorar a percepção

Por Redação 28/05/2026 12h12
Estudo revela que donos de cães podem ter dificuldade em identificar sinais de dor nos animais
Ilustração - Foto: Freepik

Uma nova pesquisa sugere que muitos donos de cães não são tão hábeis em reconhecer a dor em seus animais de estimação quanto gostariam de pensar.

O estudo analisou a capacidade de donos e não donos de cães em reconhecer sinais de dor nos animais. Os participantes avaliaram diferentes comportamentos caninos e indicaram se acreditavam que estavam relacionados a sofrimento físico. Embora tenham identificado sinais mais evidentes, como mudanças na locomoção e no comportamento geral, muitos falharam ao reconhecer indicadores sutis.

Entre os sinais menos percebidos estavam ações como bocejar excessivo, lamber repetidamente os lábios e o nariz, evitar contato visual e mudanças leves na expressão facial, como piscar excessivo ou desviar o olhar. Todos esses comportamentos podem indicar que o animal está com dor.

A pesquisa também apontou que, em alguns casos, pessoas sem cães tiveram desempenho semelhante ou até melhor do que tutores na identificação de certos sinais. Isso sugere que a convivência diária pode levar a uma certa naturalização do comportamento do animal, dificultando a percepção de alterações sutis.

Por outro lado, participantes que já tiveram experiências com cães doentes ou com dor demonstraram maior capacidade de reconhecer diferentes tipos de sinais, tanto evidentes quanto mais discretos.

Os pesquisadores destacam que os animais tendem a esconder a dor como mecanismo de sobrevivência, o que torna a identificação ainda mais difícil. Por isso, mudanças no comportamento, no sono, na interação social e até na postura corporal devem ser observadas com atenção.

Especialistas reforçam que, diante de qualquer alteração repentina ou persistente no comportamento do animal, a recomendação é buscar avaliação veterinária. Isso ajuda a evitar sofrimento prolongado e possíveis complicações de saúde.

*Informações de Metrópoles Ciência