Polícia
PF prende homem em flagrante por rede de abuso sexual infantil em Viçosa
Investigação aponta uso de plataformas digitais para armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual contra crianças e adolescentes
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (14), uma operação para combater crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento e comercialização de material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. A ação resultou na prisão em flagrante de um investigado no município de Viçosa, no interior de Alagoas.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação é resultado de desdobramentos de uma operação realizada anteriormente. As apurações identificaram indícios de que o suspeito utilizava plataformas digitais para armazenar e compartilhar arquivos contendo cenas de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal, os agentes localizaram o investigado e efetuaram a prisão em flagrante.
Além da prisão, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e mídias digitais que passarão por perícia técnica. O objetivo da análise é aprofundar as investigações, identificar possíveis vítimas e verificar a eventual participação de outras pessoas nos crimes apurados.
Segundo a Polícia Federal, o material recolhido poderá contribuir para a obtenção de novas provas e para a responsabilização de todos os envolvidos.
A corporação também destacou que, embora o termo "pornografia" ainda esteja presente na redação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), organismos internacionais e especialistas recomendam a utilização de expressões como "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual contra crianças e adolescentes", por refletirem de forma mais precisa a gravidade dessas práticas criminosas.
A Polícia Federal reforçou a importância do acompanhamento das atividades online de crianças e adolescentes como forma de prevenção. Entre as recomendações estão o diálogo constante sobre segurança digital, a supervisão do uso da internet e o incentivo para que menores relatem situações suspeitas ou comportamentos inadequados encontrados no ambiente virtual.
As investigações seguem em andamento.

