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Restos mortais do mosqueteiro d'Artagnan podem ter sido encontrados

Após séculos de mistério, cientistas estão próximos de solucionar um dos grandes enigmas da história europeia

Por Sputnik Brasil 26/03/2026 14h02 - Atualizado em 26/03/2026 15h03
Restos mortais do mosqueteiro d'Artagnan podem ter sido encontrados
Após séculos de mistério, cientistas estão próximos de solucionar um dos grandes enigmas da história europeia - Foto: © REUTERS Piroschka Van De Wouw

Após séculos de mistério, cientistas estão próximos de solucionar um dos grandes enigmas da história europeia: a localização dos restos mortais de d'Artagnan, famoso mosqueteiro francês.

De acordo com a Companhia de Radiodifusão Holandesa, arqueólogos encontraram um esqueleto em uma igreja na cidade de Maastricht, nos Países Baixos, que pode pertencer a Charles de Batz de Castelmore, o lendário d'Artagnan.

Charles de Batz de Castelmore, conde d'Artagnan, foi braço direito do rei Luís XIV, o monarca mais longevo da Europa (1643–1715). Como comandante dos mosqueteiros, corpo de elite responsável pela guarda pessoal do rei francês, d'Artagnan se tornou uma figura histórica e lendária.

Local de escavação na Igreja de Pedro e Paulo em Maastricht, onde foram encontrados os restos mortais de Charles de Batz de Castelmore, conhecido como d
Local de escavação na Igreja de Pedro e Paulo em Maastricht, onde foram encontrados os restos mortais de Charles de Batz de Castelmore, conhecido como d'Artagnan

D'Artagnan morreu em 1673 durante o cerco de Maastricht, quando o exército francês tentava conquistar a cidade. Ele teria sido atingido no peito ou na garganta por uma bala de mosquete e, ao contrário do esperado, não foi levado para a França, mas enterrado próximo ao campo de batalha, na vila de Volder, em Maastricht.

Os arqueólogos descobriram restos de uma bala de mosquete na região do peito do esqueleto, o que reforça a hipótese de que ele seria mesmo d'Artagnan. Uma moeda francesa também foi encontrada no túmulo, localizado sob o altar da igreja.

Para confirmar a identidade, uma amostra de DNA foi coletada do esqueleto e enviada para um laboratório em Munique, onde será comparada ao material genético de descendentes da família de Batz, cuja linhagem paterna ainda existe na região de Avignon, na França.

Segundo os arqueólogos, até o momento não há evidências que contradigam a possibilidade de que o esqueleto seja de d'Artagnan.

Por Sputnik Brasil