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Asteróide não vai mais atingir a Lua em 2032

Observações foram feitas pelo telescópio James Webb, que descartaram colisão com o satélite

Por Redação com g1* 06/03/2026 13h01 - Atualizado em 06/03/2026 13h01
Asteróide não vai mais atingir a Lua em 2032
Asteroide 2024 YR4 - Foto: ESA

Cientistas ligados a NASA informaram nesta sexta-feira (06) que foram feitas novas análises do asteroide 2024 YR4 e seu trajeto, esses novos cálculos eliminaram a possibilidade dos objetos colidirem em 2032, como antes previsto.

Os cálculos mais recentes, feitos com dados do telescópio espacial James Webb, mostram que o objeto passará a cerca de 21 mil quilômetros da superfície lunar.

Segundo a agência espacial, as novas medições permitiram refinar com maior precisão a órbita do asteroide e reduzir a incerteza sobre sua trajetória futura.
Antes dessa atualização, análises preliminares indicavam uma pequena probabilidade — cerca de 4% — de colisão com o satélite natural da Terra.

Agora, graças a duas novas observações realizadas pelo telescópio espacial James Webb nos dias 18 e 26 de fevereiro, essa hipótese foi descartada.

Os dados foram analisados por especialistas do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS), do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL), junto com a Agência Espacial Europeia (ESA).

Astrônomos utilizaram a câmera infravermelha do Webb (chamada de NIRCam) para detectar o asteroide, que atualmente está muito distante e fraco para ser observado pela maioria dos nossos telescópios.

"O Webb foi projetado para estudar galáxias e outras estruturas cósmicas imensas a bilhões de anos-luz de distância. O campo de visão do telescópio é muito pequeno, e detectar um dos asteroides mais fracos já observados dentro dele exigiu uma precisão extraordinária", informou a ESA em um comunicado.

O 2024 YR4 foi descoberto no final de 2024 por um observatório no Chile que faz parte do sistema ATLAS, financiado pela NASA, voltado para detectar objetos que possam se aproximar da Terra.

Nos primeiros meses após a sua descoberta, os cálculos indicavam uma pequena, mas relevante chance de impacto com a Terra em 2032.

Com novas observações feitas por telescópios ao redor do mundo, porém, a NASA concluiu posteriormente que não existe risco significativo de colisão com o nosso planeta nem em 2032 nem no próximo século.

Especialistas explicam que revisões desse tipo são comuns.

Quando um asteroide é descoberto, sua trajetória inicial é calculada com base em poucos dados. À medida que novas observações são feitas, os modelos orbitais ficam mais precisos e as estimativas de risco são atualizadas.