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Glúteos humanos: como o traseiro tornou Homo sapiens bípedes e ágeis
Anatomia e evolução explicam o papel dos glúteos na marcha, corrida e saúde
O traseiro humano vai muito além da estética: ele é fruto de milhões de anos de evolução e essencial para que os Homo sapiens caminhem e corram sobre duas pernas.
Comparados aos primatas como chimpanzés e gorilas, nossos glúteos são maiores, mais musculosos e projetados dorsalmente, resultado direto da adaptação à bipedalidade.
A transição de quatro para duas pernas exigiu remodelações na pelve, sacro, fêmur e articulação do quadril. Essa reorganização permitiu estabilizar o corpo ereto, suportar o peso do tronco e possibilitar propulsão eficiente durante a corrida.
O glúteo máximo, maior músculo do corpo humano, tornou-se fundamental para impulsão, enquanto glúteo médio e menor estabilizam a pelve a cada passo.
Além da função muscular, a distribuição de gordura nas nádegas atua como almofada natural, protegendo ossos e articulações e absorvendo impactos ao caminhar ou correr.
Estudos recentes também mostram que essa gordura tem efeitos protetores contra diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Assim, o glúteo humano não é apenas símbolo de beleza ou atração: sua forma e função foram decisivas para a evolução da espécie, tornando nossos ancestrais bípedes eficientes, ágeis e capazes de conquistar novos territórios. A ciência confirma que a bunda, além de estética, foi uma verdadeira “invenção” da evolução.


