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Réptil marinho gigante de 95 milhões de anos é encontrado na Polônia

Conhecidos como "lagartos-peixes", os ictiossauros habitaram os mares durante grande parte da era mesozoica

Por Sputnik Brasil 14/02/2026 13h01
Réptil marinho gigante de 95 milhões de anos é encontrado na Polônia
descoberta reforça que os ictiossauros permaneceram bem adaptados e ecologicamente dominantes até sua extinção - Foto: © Foto / Universidade de Bonn/Arquivo do Projeto Óstia

Paleontólogos identificaram os restos fossilizados de um enorme ictiossauro, com dimensões semelhantes às de uma orca, em uma mina de fosfato próxima a Annopol, às margens do rio Vístula, na Polônia, segundo o portal Science in Poland.

De acordo com a publicação, os fósseis, datados de aproximadamente 95 milhões de anos, pertencem a um dos últimos representantes do grupo Platypterygius, linhagem de répteis marinhos que dominou os oceanos durante o período Mesozoico.

Fotografia do crânio de um ictiossauro preservado na parede da mina.
Fotografia do crânio de um ictiossauro preservado na parede da mina.

Conhecidos como "lagartos-peixes", os ictiossauros eram répteis marinhos que habitaram os mares entre 250 e 93 milhões de anos atrás, durante grande parte da era Mesozoica.

"O material recém-descrito consiste em um fragmento transversal do crânio do animal, descoberto por Komorowski em uma mina de fosfato em Annopol, na extremidade leste das montanhas Swietokrzyskie", destaca a reportagem.

Os restos analisados pertencem a um grande platiptérigio, reconhecido como um dos principais predadores marinhos do fim do período Cretáceo.

O animal teria entre seis e nove metros de comprimento, atingindo proporções comparáveis às de uma baleia assassina moderna.

Com mandíbulas espessas, nadadeiras largas e dentes robustos, o ictiossauro apresentava adaptações para caçar presas de grande porte.

Segundo os cientistas, sua dieta provavelmente incluía tartarugas marinhas, tubarões, peixes de nadadeiras raiadas e até outros ictiossauros menores.

A descoberta reforça que os ictiossauros permaneceram bem adaptados e ecologicamente dominantes até sua extinção, ao final do Cretáceo.

Por Sputnik Brasil