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Réptil marinho gigante de 95 milhões de anos é encontrado na Polônia
Conhecidos como "lagartos-peixes", os ictiossauros habitaram os mares durante grande parte da era mesozoica
Paleontólogos identificaram os restos fossilizados de um enorme ictiossauro, com dimensões semelhantes às de uma orca, em uma mina de fosfato próxima a Annopol, às margens do rio Vístula, na Polônia, segundo o portal Science in Poland.
De acordo com a publicação, os fósseis, datados de aproximadamente 95 milhões de anos, pertencem a um dos últimos representantes do grupo Platypterygius, linhagem de répteis marinhos que dominou os oceanos durante o período Mesozoico.

Conhecidos como "lagartos-peixes", os ictiossauros eram répteis marinhos que habitaram os mares entre 250 e 93 milhões de anos atrás, durante grande parte da era Mesozoica.
"O material recém-descrito consiste em um fragmento transversal do crânio do animal, descoberto por Komorowski em uma mina de fosfato em Annopol, na extremidade leste das montanhas Swietokrzyskie", destaca a reportagem.
Os restos analisados pertencem a um grande platiptérigio, reconhecido como um dos principais predadores marinhos do fim do período Cretáceo.
O animal teria entre seis e nove metros de comprimento, atingindo proporções comparáveis às de uma baleia assassina moderna.
Com mandíbulas espessas, nadadeiras largas e dentes robustos, o ictiossauro apresentava adaptações para caçar presas de grande porte.
Segundo os cientistas, sua dieta provavelmente incluía tartarugas marinhas, tubarões, peixes de nadadeiras raiadas e até outros ictiossauros menores.
A descoberta reforça que os ictiossauros permaneceram bem adaptados e ecologicamente dominantes até sua extinção, ao final do Cretáceo.
Por Sputnik Brasil

