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AVC ou enxaqueca com aura? Entenda as diferenças

Saiba quando procurar ajuda

Por Redação 08/01/2026 15h03 - Atualizado em 08/01/2026 15h03
AVC ou enxaqueca com aura? Entenda as diferenças
Hospital Metropolitano dispõe de equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro - Foto: Brunno Afonso

Dor de cabeça intensa, confusão mental e mal-estar súbito estão entre os sintomas que mais preocupam e, muitas vezes, geram dúvidas: seria um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou uma enxaqueca com aura? Apesar de apresentarem sinais parecidos, essas condições são distintas e exigem avaliação médica imediata.

Segundo a neurologista Rebeca Teixeira, do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), a principal diferença está na forma de início dos sintomas e no tipo de alteração neurológica associada.

“No AVC, os sintomas geralmente surgem de forma súbita e estão ligados a déficits neurológicos, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, desvio da boca, perda de equilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

Por que a confusão acontece?


A dor de cabeça intensa pode ocorrer tanto no AVC quanto na enxaqueca com aura, o que contribui para a confusão, especialmente fora do ambiente hospitalar. Observar o conjunto dos sintomas e a maneira como eles se manifestam é essencial para uma identificação mais precisa.






No AVC, principalmente no tipo isquêmico, os sinais aparecem de maneira repentina e incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração na marcha, perda de coordenação e confusão mental súbita. A dor de cabeça pode estar presente, sendo mais comum no AVC hemorrágico, mas não costuma ser o sintoma predominante.

“O que mais chama atenção no AVC são os déficits neurológicos. A dor pode existir, mas não é o principal sinal”, reforça a neurologista.

E na enxaqueca com aura?


Na enxaqueca com aura, a dor de cabeça é o sintoma principal e, geralmente, é descrita como forte e pulsátil. Antes da dor, podem surgir manifestações neurológicas transitórias, conhecidas como aura.

Entre os sinais mais comuns estão alterações visuais, como pontos brilhantes ou visão embaçada, formigamentos, sensibilidade à luz e ao som, náuseas e vômitos. Em alguns casos, pode haver alteração temporária da fala ou perda de força, mas sem os déficits neurológicos persistentes típicos do AVC. Os exames de imagem costumam ser normais.

“Diferentemente do AVC, a enxaqueca com aura não costuma causar paralisia permanente ou perda súbita da fala. Os sintomas neurológicos são transitórios e precedem a dor”, esclarece Rebeca Teixeira.




Quando procurar ajuda imediata?

Sempre que houver dor de cabeça súbita e intensa, diferente da habitual, perda de força, alteração na fala, tontura, dificuldade para caminhar, confusão mental ou desmaio, a orientação é clara: não aguarde a melhora dos sintomas e procure atendimento médico de urgência.

Só os exames confirmam o diagnóstico


Apesar das diferenças clínicas, somente exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, podem confirmar o diagnóstico com segurança.

“O tempo é decisivo, principalmente no AVC. Quanto mais rápido o paciente chega ao hospital, maiores são as chances de reduzir sequelas e salvar vidas”, destaca a neurologista.

O Hospital Metropolitano de Alagoas, unidade 100% SUS e referência em média e alta complexidade, conta com equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro de pacientes com suspeita de AVC e outras urgências neurológicas.