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Dor de cabeça e calor: qual a relação entre os dois?

Neurologista explica porque as dores de cabeça se intensificam durante períodos mais quentes

Por Redação com Metrópoles 02/01/2026 16h04 - Atualizado em 02/01/2026 16h04
Dor de cabeça e calor: qual a relação entre os dois?
Medidas como hidratação, descanso e redução de exposição ao sol geralmente são suficientes para a melhor - Foto: Reprodução / Estado de Minas

Muitas pessoas percebem um aumento na frequência e na intensidade das dores de cabeça durante os períodos mais quentes do ano. A causa costuma ser associada apenas ao fenômeno térmico, mas pode ser um sinal de que o corpo precisa de atenção, especialmente em pessoas com pré-disposição a desenvolver o sintoma.

A neurologista Vanessa Loyola explica que essa incidência tem diversos fatores. A vasodilatação que ocorre em temperaturas mais elevadas é apenas um deles; desidratação, perda excessiva de líquidos - especialmente pelo suor - e exposição à poluição também contribuem para aumentar a vulnerabilidade do organismo.

“Quando calor, baixa ingestão de água e má qualidade do ar se somam, o risco de dor de cabeça no calor aumenta consideravelmente”, afirma Vanessa.

Estudos internacionais revelam que em alguns países asiáticos, por exemplo, as pessoas apresentam 35% mais episódios de dor de cabeça no calor.

Prevenção


A principal medida de prevenção contra a dor de cabeça no calor intenso é a hidratação. Aumentar a ingestão diária de água em cerca de 1,5 litro em temporadas mais quentes pode reduzir o tempo total das crises em até 21 horas de dor ao longo de duas semanas.

“É uma estratégia simples, acessível e muitas vezes subestimada, mas com impacto direto na prevenção da dor de cabeça no calor”, reforça a especialista.

Maior atenção


Na maioria dos casos, a dor de cabeça é benigna e apresenta melhora com o passar do tempo. Medidas como hidratação, descanso e redução de exposição ao sol geralmente são suficientes para a melhora. No entanto, alguns sinais indicam que o sintoma pode indicar algo mais grave.

Alterações visuais, febre persistente, rigidez no pescoço, náuseas intensas, vômitos, fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, ou se a dor se intensificar progressivamente ao longo dos dias, são alguns sintomas que, acompanhados da dor de cabeça, exigem atenção médica.

“Reconhecer quando a dor de cabeça no calor foge do padrão habitual é fundamental, especialmente no verão, quando os gatilhos ambientais estão mais presentes”, alerta Vanessa.

Redução de impacto


Para reduzir o impacto dos meses mais quentes, a neurologista indica manter a hidratação constante, evitar exposição solar prolongada, preservar hábitos regulares de sono e minimizar contrastes extremos de temperatura em ambientes internos e externos.

“Não controlamos o clima, mas podemos controlar os gatilhos. E isso faz toda a diferença para reduzir a dor de cabeça no calor”, conclui.

*Com informações de Metrópoles