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Fornecedores de cana de AL devem receber 96 mi de subvenção federal

Por Blog Edivaldo Junior 01/07/2026 09h09
Fornecedores de cana de AL devem receber 96 mi de subvenção federal
Foto: Edivaldo Júnior

A publicação da medida provisória que destina até R$ 300 milhões para uma subvenção aos fornecedores de cana do Nordeste pode representar uma transferência de aproximadamente R$ 96 milhões para os produtores de Alagoas. O cálculo leva em consideração a produção de pouco mais de 8 milhões de toneladas de cana entregue por fornecedores independentes e cooperados na safra 2025/2026.

A proposta prevê o pagamento de R$ 12 por tonelada de cana aos fornecedores nordestinos e foi construída a partir de uma articulação que envolveu entidades representativas do setor, parlamentares e integrantes do governo federal. Entre os alagoanos que participaram das negociações estão o senador Renan Filho, o deputado federal Isnaldo Bulhões e o senador Renan Calheiros, além das entidades de produtores do Estado.

A mobilização também contou com a participação da Asplana, da Asprovale, da Asprovac e da Unida, que há meses defendem uma ajuda emergencial diante da queda da renda dos produtores, do decorrente da retração do preço do açúcar e do ATR.

A medida chega num momento considerado decisivo pelo setor. Com o retorno das chuvas, os fornecedores iniciam os tratos culturais do canavial, etapa que exige investimentos em fertilizantes, herbicidas e outros insumos para garantir a produtividade da próxima safra.

Segundo o presidente da Asplana, Edgar Filho, esse é justamente o período em que muitos pequenos produtores enfrentam maior dificuldade de caixa, após uma safra marcada por forte redução na remuneração da cana.

Em Alagoas, mais de 7 mil fornecedores participam da cadeia produtiva da cana. Mais de 90% deles são pequenos produtores, muitos inseridos em sistemas de agricultura familiar e responsáveis por quase 50% de toda a produção em Alagoas.

Na avaliação das entidades, a subvenção não elimina as perdas acumuladas na última safra, mas pode garantir capital de giro para manter os canaviais e preservar empregos no campo.

O setor agora acompanha a tramitação da medida provisória e a regulamentação dos pagamentos. A expectativa é que os recursos cheguem aos produtores ainda a tempo de financiar os investimentos necessários para a safra 2026/2027.