Agro

Consumo de ovos deve chegar a 307 unidades por pessoa em 2026

Estudo aponta alta de 6,6% no consumo, melhora na rentabilidade dos produtores e avanço da produção e das exportações no Nordeste

Por Redação 22/06/2026 08h08
Consumo de ovos deve chegar a 307 unidades por pessoa em 2026
Sealba, que inclui Alagoas, está entre as regiões estratégicas na oferta de insumos para a avicultura - Foto: Agência de Notícias/Agrimídia

Os brasileiros devem consumir, em média, 307 ovos por habitante em 2026, segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB). A estimativa representa crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior, impulsionado pela busca por proteínas de alto valor nutricional e menor custo quando comparadas a outras fontes de origem animal.

O estudo também aponta melhora no cenário econômico para os produtores. Nos primeiros meses deste ano, os principais insumos utilizados nas granjas apresentaram estabilidade ou redução de preços, enquanto a caixa de ovos acumulou valorização superior a 30%, ampliando a rentabilidade da atividade.

Em 2025, o Brasil produziu 59,44 bilhões de ovos, o equivalente a 4,95 bilhões de dúzias. O volume representa alta de 5,7% na comparação com 2024 e mantém o país entre os principais produtores mundiais do setor.

Segundo o levantamento, 98,58% da produção nacional foi destinada ao mercado interno. O crescimento do consumo, a modernização das granjas e a maior oferta de insumos para alimentação das aves contribuíram para a expansão da atividade.

O estudo destaca ainda a importância das regiões do Matopiba e da Sealba — formada por Sergipe, Alagoas e o nordeste da Bahia — como importantes fornecedoras de milho e soja para a cadeia produtiva da avicultura.

No Nordeste, a produção alcançou 10,83 bilhões de ovos em 2025, crescimento de 6,75% em relação ao ano anterior, passando a responder por aproximadamente 18% da produção nacional. Além do aumento dos volumes, a atividade contribuiu para a geração de empregos, renda e novos investimentos na região, com destaque para Pernambuco, Ceará e Bahia.

Na Bahia, a produção atingiu 22,9 milhões de dúzias no quarto trimestre de 2025, correspondendo a quase 10% da produção nordestina.

Para o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, o setor reúne condições para continuar em expansão. “O aumento do consumo, aliado aos avanços tecnológicos e à maior disponibilidade de insumos, cria um ambiente favorável para novos investimentos. O Banco do Nordeste tem atuado como parceiro estratégico dos produtores, oferecendo crédito e soluções financeiras para fortalecer toda a cadeia produtiva”, afirma.

Além do fortalecimento do mercado interno, as exportações nordestinas de ovos para consumo cresceram 157,2% em volume no primeiro quadrimestre de 2026. No mesmo período, a receita obtida com as vendas externas avançou 136,7%, reforçando o crescimento simultâneo do consumo, da produção e das exportações do setor.