Agro

Açúcar opera próximo das mínimas da semana com foco na oferta mundial

Produção elevada no Brasil, exportações da Tailândia e queda do petróleo mantêm pressão sobre os preços da commodity

Por Redação 10/06/2026 12h12
Açúcar opera próximo das mínimas da semana com foco na oferta mundial
Produção brasileira e exportações da Tailândia reforçam cenário de baixa para a commodity - Foto: Reprodução/Internet

Os preços do açúcar registraram nova queda nas principais bolsas internacionais nesta quarta-feira (10), influenciados pelo aumento da oferta global e pela fraqueza do mercado de energia.

Nas negociações da manhã, o contrato de julho do açúcar bruto em Nova York foi cotado a 14,01 cents por libra-peso, enquanto os contratos do açúcar branco em Londres também operaram em baixa.

O mercado continua reagindo à recente desvalorização do petróleo, que reduz a competitividade do etanol e pode incentivar as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta mundial da commodity.

Além do cenário energético, os investidores acompanham os fundamentos da oferta global. Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) apontam que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil atingiu 2,475 milhões de toneladas em abril da safra 2026/27, alta de 55,3% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Outro fator de pressão é o desempenho das exportações da Tailândia. Entre janeiro e abril, o segundo maior exportador mundial embarcou 1,6 milhão de toneladas de açúcar, volume 29% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

No mercado físico brasileiro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que a oferta abundante continua limitando a recuperação dos preços do açúcar cristal. O indicador Cepea/Esalq encerrou a última semana em R$ 93,24 por saca.

Apesar do cenário de ampla disponibilidade, o mercado segue atento aos riscos climáticos para a próxima safra. O possível desenvolvimento do fenômeno El Niño mantém as atenções voltadas para Brasil, Índia e Tailândia, principais produtores mundiais, diante da possibilidade de impactos sobre a produção.