Agro
Com Paulo e Wagney, Batalha vira maior polo leiteiro do NE
A transformação é resultado direto de investimentos coordenados entre o governo do Estado e a gestão municipal
Batalha está prestes a mudar de escala. De capital do leite de Alagoas, o município caminha para se consolidar como um dos maiores polos leiteiros do Nordeste. A transformação é resultado direto de investimentos coordenados entre o governo do Estado e a gestão municipal, com impacto imediato na produção no campo, na indústria e na renda.
A virada de chave tem base real. A chegada de três grandes indústrias vai permitir, pela primeira vez, processar na própria região a maior parte do leite produzido na bacia leiteira alagoana. Hoje, grande parte da produção ainda é enviada para outros estados, especialmente Pernambuco e Sergipe.
Esse fluxo começa a ser revertido. Somente duas das empresas que vão operar em Batalha já captam mais de 400 mil litros por dia em Alagoas para processamento fora do estado. Esse volume tende a ficar no estado e a captação local deve crescer rapidamente, dobrando ainda este ano.
Com as novas fábricas, devem ser gerados mais de mil empregos diretos até o começo do próximo ano. Somente as três empresas vão captar mais de 1 milhão de litros por dia, o equivalente a cerca de metade de toda a produção do Estado.
Trabalhando em parceria com o prefeito Wagney Dantas, o governador Paulo Dantas garantiu incentivos fiscais semelhantes a de outros segmentos para as empresas de laticínios, além de infraestrutura rodoviária, gás natural e água para as fábricas. A prefeitura, por sua vez, atua na concessão de incentivos locais, na capacitação de mão de obra e na organização da produção no campo.
Produção e peso econômico
Os dados mostram o tamanho do setor, que está em expansão no Estado:
Produção de leite em Alagoas (Embrapa/IBGE – 2023)
– Produção anual: 703,4 milhões de litros
– Média diária (2023): 1,92 milhão de litros
– Estimativa atual (2025): acima de 2 milhões de litros/dia
– 4º maior produtor do Nordeste
– 10º maior produtor do Brasil
Com a nova estrutura industrial, a tendência é aumentar o valor agregado da produção e reduzir a dependência de outros mercados.
Novo parque industrial
Batalha passa a concentrar um dos maiores parques de processamento do Nordeste:
– Natville: capacidade de até 500 mil litros/dia (operação no 2º semestre deste ano)
– Alvoar (Betânia/Camponesa): inicia com 300 mil litros/dia ainda em abril de 2026, podendo chegar a 500 mil
– Piracanjuba: expectativa acima de 300 mil litros/dia; projeto deve ser anunciado nos próximos dias
Somadas, as unidades devem superar 1 milhão de litros/dia de capacidade instalada apenas no município.
Infraestrutura como diferencial
A base dessa transformação foi construída nos últimos anos. Rodovias, garantia de água industrial e, agora, a implantação da rede de gás natural criam as condições para a indústria operar com escala e competitividade.
“Estamos viabilizando as operações da Natville, da CPLA, da Alvoar, da Betânia e de outras indústrias”, afirmou Paulo Dantas durante visita ao município nessa quinta-feira (09/04), ao inaugurar a unidade de GNC que vai levar gás natural para as indústrias.
O prefeito Wagney atua na articulação direta com investidores e na estruturação urbana para receber os empreendimentos. “Paulo garante as condições e nós vamos transformar, juntos, Batalha na capital do leite do Nordeste”, disse.

