Agro

Nova variedade de cana resiste a período secos e se destaca em Alagoas

RB 0791 apresenta bom desempenho em áreas de altitude em Ibateguara

Por Redação 06/04/2026 16h04 - Atualizado em 06/04/2026 16h04
Nova variedade de cana resiste a período secos e se destaca em Alagoas
Variedade de cana tem se destacado em Alagoas por resistir a períodos secos - Foto: Reprodução/Alagoas Rural

Uma nova variedade de cana-de-açúcar tem chamado a atenção de produtores na região de Ibateguara, no interior de Alagoas, por sua resistência aos períodos de estiagem e bom desempenho em áreas de maior altitude. A RB 0791 vem sendo utilizada pela Usina Serra Grande, localizada a cerca de 550 metros acima do nível do mar — uma das regiões mais elevadas do estado.

De acordo com o gerente agrícola da usina, Miguel Alencar, o cultivo em áreas fora do litoral exige adaptações constantes, especialmente diante das condições climáticas mais desafiadoras.

“No litoral, é possível planejar melhor o plantio, que é a base de toda a produção. Aqui, precisamos improvisar algumas técnicas, como o espaçamento, mas mesmo assim estamos conseguindo bons resultados”, explica.

Além da RB 0791, outras variedades mais recentes também estão em fase de teste, como a 366 e a 369. No entanto, segundo o gerente, é a 0791 que tem apresentado melhor resposta nas condições locais.

“A RB 0791 tem se destacado porque responde bem ao período seco e vem apresentando um comportamento bastante satisfatório”, afirma.

O desenvolvimento e a adaptação dessas variedades contam com o apoio de pesquisadores da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), que realizam testes contínuos para identificar os cultivares mais adequados para cada região. Atualmente, cerca de 10 a 15 clones estão em fase de avaliação.

Com 40 anos de experiência na usina, Miguel Alencar destaca a evolução genética da cana-de-açúcar ao longo das décadas.

“No passado, utilizávamos variedades tradicionais que já não existem mais. Hoje, houve um avanço muito grande. As novas variedades são mais produtivas, mais ricas e também mais exigentes em termos de fertilidade do solo e nutrição”, ressalta.

A aposta em inovação genética e adaptação às condições climáticas tem sido fundamental para manter a produtividade do setor sucroenergético, especialmente em regiões mais suscetíveis à seca.

Confira a reportagem na íntegra: