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Irmã de servidora morta em 2012 será julgada por autoria intelectual do crime

Júri popular acontece nesta quinta-feira na 7ª Vara Criminal da Capital

Por Redação 06/04/2026 17h05
Irmã de servidora morta em 2012 será julgada por autoria intelectual do crime
Irmã de servidora morta em 2012 será julgada por autoria intelectual do crime - Foto: TJAL

A acusada de ser a autora intelectual do assassinato da servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro enfrentará júri popular na próxima quinta-feira (9), no Salão do Júri da 7ª Vara Criminal de Maceió. Ela é irmã da vítima e mãe de Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, um dos dois condenados pelo homicídio.

O julgamento foi determinado após recurso do Ministério Público de Alagoas (MPAL) ser acolhido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). O promotor Antônio Vilas Boas atuará na acusação. Segundo o MP, a decisão anterior dos jurados foi considerada contrária às provas, já que reconheceram a ré como mandante do crime, mas a absolveram por clemência sem que a defesa tivesse solicitado isso em plenário.

Quitéria foi assassinada em 12 de agosto de 2012, dentro de casa, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. Ela tinha 54 anos e foi atingida por cinco disparos. Os executores foram Klinger, sobrinho da vítima, e Mustafá Rodrigues do Nascimento, ambos soldados do Exército, que receberam penas superiores a 20 anos de prisão.

De acordo com as investigações, Klinger contratou Mustafá por R$ 1.500 para matar a tia, alegando uma dívida de R$ 5 mil da mãe dele com a vítima. A polícia concluiu que a mãe de Klinger foi a autora intelectual, enquanto o filho organizou a execução.

O promotor destacou que o novo julgamento busca reparar a injustiça e responsabilizar a acusada. “Queremos que pague pela crueldade planejada e executada que culminou na morte da senhora Quitéria. O tempo não estanca a luta por justiça”, afirmou Vilas Boas.