Agro
Encorte 2026 destaca gestão como fator decisivo na pecuária de corte
Mais do que discutir tecnologias isoladas, o Encorte propõe uma mudança de abordagem: tratar a pecuária como negócio estruturado, com indicadores, metas e planejamento
A pecuária de corte brasileira avançou em tecnologia, produtividade e acesso à informação, mas ainda enfrenta um gargalo estrutural: a gestão dentro da porteira. Em um cenário cada vez mais competitivo, a diferença entre resultado positivo e prejuízo passa menos pelo volume produzido e mais pela capacidade de planejar, investir com precisão e operar com eficiência.Diante desse contexto, a nona edição do Encontro de Pecuária de Corte do Nordeste se posiciona como um dos principais fóruns técnicos do setor, com foco direto em gestão, estratégia e tomada de decisão. O evento será realizado nos dias 23 e 24 de abril, no Centro de Convenções de Maceió, reunindo produtores, técnicos, consultores e empresas do agronegócio.
Mais do que discutir tecnologias isoladas, o Encorte propõe uma mudança de abordagem: tratar a pecuária como negócio estruturado, com indicadores, metas e planejamento. De acordo com o diretor do evento, Marcelo Araújo, o setor vive um momento em que o conhecimento técnico precisa estar diretamente conectado à gestão.
“A pecuária brasileira evoluiu muito em produção, mas ainda precisa avançar na forma como o produtor enxerga o próprio negócio. Hoje, o diferencial competitivo está na gestão. Não é mais suficiente produzir bem, é preciso entender custo, margem, eficiência operacional e retorno sobre investimento. Quem não tiver esse controle, mesmo produzindo bem, pode ter dificuldade de sustentar resultado no longo prazo”, afirma.
O avanço da atividade, segundo ele, passa por uma mudança clara de mentalidade: sair de um modelo baseado em tradição para um modelo orientado por dados.
“Quando o produtor passa a tratar a fazenda como empresa, ele muda completamente a lógica da tomada de decisão. Ele começa a avaliar onde investir, quais tecnologias realmente entregam resultado e como tornar o sistema mais eficiente. Esse movimento é o que diferencia hoje uma pecuária comum de uma pecuária de alta performance”, analisa.
Com essa proposta, o Encorte estrutura sua programação em torno de pilares estratégicos, como gestão de mercado, produtividade, tecnologia aplicada, manejo de pastagens, suplementação e gestão de pessoas, conectando conteúdo técnico com aplicação prática dentro das propriedades.
Outro eixo central é o ambiente de negócios. O evento reúne empresas de diferentes segmentos , nutrição animal, genética, insumos, máquinas e tecnologia , criando um espaço onde o produtor pode comparar soluções e tomar decisões com mais embasamento.
Na edição anterior, o encontro movimentou mais de R$ 10 milhões em negócios, reforçando o papel do evento como plataforma de conexão entre oferta e demanda dentro do agronegócio.
Para Araújo, o maior valor do Encorte está na capacidade de gerar impacto direto na realidade do produtor.
“O produtor hoje não busca apenas informação, ele busca direção. Quer sair do evento sabendo o que fazer, onde investir e como melhorar o resultado da fazenda. Ao longo desses anos, vimos produtores implementarem mudanças concretas após participarem do Encorte, ajustarem manejo, melhorarem gestão e aumentarem produtividade. Isso mostra que o evento cumpre seu papel como ferramenta prática de transformação da pecuária”, destaca.
Ao chegar à nona edição, o encontro amplia sua ambição e consolida seu posicionamento como evento de alcance nacional, reunindo especialistas reconhecidos e produtores de diferentes regiões do país.
“Nosso objetivo é consolidar o Encorte como o maior encontro técnico da pecuária de corte do Brasil. Isso exige conteúdo de alto nível, discussão estratégica e capacidade de gerar resultado para quem participa. Quando conseguimos unir conhecimento, gestão e negócios em um mesmo ambiente, criamos as condições para uma pecuária mais eficiente, mais profissional e mais rentável”, conclui Marcelo Araújo.


