Agro
Fossa ecológica surge como alternativa na defesa do meio ambiente
. Na Fazenda Esperança, localizada no município de Viçosa, o projeto piloto apresentado pelo Senar-AL, além de evitar o descarte de resíduos diretamente na natureza, contribui para a preservação do meio ambiente
No meio rural, as chamadas fossas ecológicas ou fossas verdes, surgem como uma alternativa inovadora para tratar dejetos de criações de animais, a exemplo de pocilgas, onde apenas uma unidade pode receber dejetos de até 200 porcos, entre matrizes e os animais de engorda. Na Fazenda Esperança, localizada no município de Viçosa, o projeto piloto apresentado pelo Senar-AL, além de evitar o descarte de resíduos diretamente na natureza, contribui para a preservação do meio ambiente.
Com construção de baixo custo e edificada de forma rápida, com um 1,80cm de profundidade, 1,70 cm de largura e quatro metros de cumprimento, o equipamento utiliza bananeiras na superfície que são responsáveis pela evapotranspiração.
“Tudo que era proveniente da limpeza e higienização da pocilga caia no solo, criando uma área empossada que não tinha utilidade. Com a construção da fossa, foi feito todo o processo de drenagem por meio de pontos de captação, evitando o contato com o solo e jogando tudo na fossa que conta com paredes vedadas, onde dentro existem pneus, metralhas, além de contar areia, brita e o barro, onde as bananeiras são plantadas na área da superfície. Os entulhos que têm o papel de filtrar a água que é sugada pelas bananeiras que, por sua vez, são responsáveis pelo processo de evapotranspiração por meio das palhas”, afirmou o técnico do Senar-AL, Thiago Henrique, responsável pela implantação do projeto na propriedade rural, destacando que as bactérias que se acumulam nos pneus contribuem no processo.
De acordo com Thiago, o projeto piloto é uma mais uma ação inovadora do Senar-AL que busca ofertar melhorias para o produtor e para o meio ambiente. “Essa fossa ecológica é a primeira que foi construída na Zona da Mata. Já estamos tendo também resultados na produção de frutos com bananeiras começando a produzir. Toda a fossa é totalmente revestida e vedada para evitar vazamento e contaminação do lençol freático. Todo o material que vem da encanação da criação cai direto dentro dos pneus que, ao redor, contam com entulhos, metralha e a brita”, afirmou.
Segundo ele, diante dos resultados que vêm sendo obtidos com a fossa ecológica, produtores da região começaram a despertar o interesse em ter o equipamento que tem custo de construção e de mão de obra orçado em aproximadamente R$ 7 mil.
“Antes das fossas aqui era um caos. Agora, a gente se sente bem em estar nessa área. Foi um investimento que valeu muito a pena, além de ter promovido um ganho ambiental muito importante. Esse equipamento contribuiu muito para a nossa criação”, destacou o produtor rural que também faz a compostagem dos dejetos dos animais criados na propriedade. Eu agradeço e o meio ambiente também. Com a fossa, não temos mal cheiro na pocilga e nem moscas. Muito criadores já estiveram aqui para ver como ela funciona”, afirmou o suinocultor e produtor rural Cícero Soares.
"O projeto da fossa verde foi um projeto desenvolvido e pensado para a cadeia suinocultura. Muitos criadores não conseguiam produzir e até vender seus produtos porque prejudicavam o meio ambiente. Quando essa produção fica próxima da área urbana esse problema se torna ainda maior. A fosse promove um processo de filtragem físico e biológico dos dejetos. Com isso, todo o material deposito na fossa vai se transformar em matéria orgânica e minerais que irão adubar as plantas. É uma forma de promover o tratamento correto dos dejetos dessas criações. Temos projetos e soluções para cada cadeia produtiva”, declarou Helen Oliveira, supervisora interna do Senar-AL.
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