Política

Lula escala Edinho Silva para negociar apoio do Centrão no novo governo

Presidente nacional do PT iniciará conversas com partidos de centro após o feriado de Finados

Por Esther Barros 31/10/2026 10h10
Lula escala Edinho Silva para negociar apoio do Centrão no novo governo
. - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou a movimentar as peças para organizar seu quarto mandato. O escolhido para abrir o diálogo com partidos do Centrão é Edinho Silva, presidente nacional do PT, que deverá procurar lideranças das legendas a partir da próxima semana.

As primeiras conversas estão previstas para depois do feriado de Finados, na segunda-feira (2). Além de Edinho, outros interlocutores do presidente e o próprio Lula devem participar das articulações para definir a composição política do próximo governo.

A negociação terá um critério diferente daquele adotado no atual mandato: a distribuição de ministérios e espaços na estrutura federal deverá levar em conta o compromisso dos partidos com as propostas do Executivo e o apoio às votações de interesse do governo no Congresso Nacional.

Fidelidade será ponto central das negociações

A mudança de estratégia busca evitar que partidos com representantes na Esplanada dos Ministérios votem contra o governo no Legislativo. No terceiro mandato, Lula abriu espaço para siglas como MDB, PSD e União Brasil, mas enfrentou dificuldades para garantir apoio em votações importantes.

Desta vez, a expectativa é que a participação no governo esteja mais diretamente vinculada à disposição das bancadas de apoiar a agenda presidencial.

O desafio será dialogar com partidos que, durante o segundo turno da eleição presidencial, declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas. Entre as legendas estão Republicanos, MDB, Podemos e a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

A articulação de Edinho será uma das primeiras etapas da montagem do novo governo. A definição dos espaços e dos nomes que ocuparão os ministérios ficará sob responsabilidade de Lula, após as conversas com as lideranças partidárias.