Política

Centrão é cotado para assumir articulação política do governo Lula

A distribuição de cargos deve considerar alianças partidárias e a relação do Executivo com o Congresso Nacional

Por Redação com Assessoria 26/10/2026 15h03
Centrão é cotado para assumir articulação política do governo Lula
Palácio do Planalto será o centro das decisões sobre a composição da nova equipe ministerial - Foto: Assessoria

A composição do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está no centro das negociações políticas após o encerramento da campanha eleitoral. Segundo relatos publicados pela CNN, aliados do presidente avaliam mudanças na distribuição de cargos estratégicos e na relação com o Congresso Nacional.

O senador Camilo Santana (PT-CE) teria ganhado força para assumir a Casa Civil, função que inicialmente era cogitada para Fernando Haddad. Já o deputado André Janones (Rede-MG), apontado como responsável pela mobilização digital conhecida como “Exército do Lula”, poderia ocupar uma função no Palácio do Planalto, com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ou a Secretaria-Geral entre as possibilidades mencionadas.

Na articulação com o Legislativo, interlocutores próximos ao presidente avaliam que a Secretaria de Relações Institucionais poderá ficar sob influência de partidos do Centrão, em vez de ser comandada pelo PT. Entre os nomes citados para a função está o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que já ocupou o Ministério de Portos e Aeroportos.

Outro nome mencionado nas especulações é o de João Campos (PSB), presidente nacional do partido e ex-prefeito do Recife. Após perder a disputa pelo governo de Pernambuco, ele é apontado como possível integrante do novo governo, com a hipótese de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), também teria ampliado sua influência junto ao presidente durante a campanha. Matemático de formação e aos 41 anos, ele se aproximou de Lula nas últimas semanas e participou das estratégias de comunicação eleitoral, incluindo a gravação de vídeos em formato de selfie.

As possibilidades citadas ainda dependem de decisões do presidente e de negociações com os partidos aliados. Até que haja anúncios oficiais, os nomes e cargos mencionados devem ser tratados como especulações sobre a formação do próximo governo.