Política
Confira o desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno das eleições
Minas Gerais, considerado estratégico pelas campanhas presidenciais, manteve a tradição de eleger o vencedor nacional desde a redemocratização
Lula foi o candidato mais votado em 13 estados no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com destaque para o Piauí, onde alcançou 75,88% dos votos, e a Bahia, com 71,31%. Já Flávio Bolsonaro liderou em 14 unidades da Federação, incluindo Roraima (72,46%), Santa Catarina (69,42%) e Rondônia (69,61%).
Minas Gerais, considerado estratégico pelas campanhas presidenciais, manteve a tradição de eleger o vencedor nacional desde a redemocratização. Em 2026, foi o único estado a registrar virada entre os turnos: Flávio Bolsonaro venceu no primeiro turno, mas Lula reverteu o cenário e conquistou 50,43% dos votos no segundo.
Na comparação com o primeiro turno, Lula ampliou sua votação em 10.376.694 votos, saltando de 53.879.538 para 64.256.232. Flávio Bolsonaro também cresceu, com acréscimo de 3.721.538 votos, passando de 56.104.503 para 59.826.041.
Em números absolutos, os maiores crescimentos de Lula ocorreram em São Paulo (2,61 milhões de votos a mais), Minas Gerais (1,16 milhão), Rio de Janeiro (872 mil) e Bahia (820 mil). Para Flávio Bolsonaro, os maiores acréscimos foram em São Paulo (1,22 milhão), Minas Gerais (464 mil), Paraná (346 mil) e Rio Grande do Sul (301 mil).
Resultado por estado
Entre os brasileiros que votaram fora do país, Lula recebeu 53,86% (200.154 votos), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 46,14% (171.497).
Resultado por região
Abstenção cai de 21,08% para 19,21%
A taxa de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 caiu para 19,21%, ante 21,08% no primeiro turno, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com quase 100% das urnas apuradas. A redução foi de 1,87 ponto percentual em relação à primeira votação, quando cerca de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar.
A diminuição da abstenção ocorreu após uma campanha do PT para ampliar o comparecimento às urnas. A mobilização foi uma das prioridades de Lula, que buscou incentivar eleitores ausentes no primeiro turno a participarem da votação decisiva.

