Política
Flávio aceita abrir sigilos, mas impõe condição à campanha de Lula
Advogada do senador afirma que documentos serão apresentados após a equipe conferir se o presidente cumpriu o acordo sobre a divulgação de informações
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (22) que vai apresentar os documentos exigidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a abertura dos sigilos dos dois candidatos. A entrega, no entanto, depende da conferência das informações que a equipe de Lula se comprometeu a divulgar.
“Desafio aceito”, declarou a advogada Maria Claudia Bucchianeri, representante da campanha do senador. Segundo ela, Flávio pretende atender integralmente aos pedidos apresentados pela campanha petista, desde que a equipe confirme o cumprimento das condições estabelecidas.
A advogada afirmou que os documentos já estão disponíveis e poderão ser apresentados após a verificação do material entregue pelo adversário. “Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, disse.
Entenda a disputa sobre os sigilos
O embate começou durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a autorizar a divulgação de informações financeiras dos dois candidatos e de familiares, após acusações trocadas durante o confronto.
Na terça-feira (20), Lula apresentou à Justiça Eleitoral documentos autorizando a abertura de seus sigilos e os de familiares, condicionada à reciprocidade do adversário. Flávio aceitou a proposta no dia seguinte, mas apresentou uma lista de exigências adicionais.
Entre os pedidos do senador estão informações sobre despesas do cartão corporativo da Presidência, registros de visitantes dos palácios presidenciais, dados sobre a agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva e documentos relacionados a pessoas próximas ao presidente.
A campanha de Lula afirmou aceitar as condições apresentadas pelo adversário e cobrou a entrega dos documentos nesta quinta-feira.
Deltan Dallagnol participará da análise
A equipe de Flávio designou o senador Deltan Dallagnol para acompanhar a análise dos documentos. Segundo Maria Claudia Bucchianeri, o objetivo é conferir se as informações apresentadas correspondem ao que foi solicitado antes de a campanha entregar os próprios dados.
A discussão ocorre a três dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), quando Lula e Flávio disputam a Presidência da República.

