Política

Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar posse de ilha em Angra

Segundo Richarlison, a aquisição ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19

Por Redação 17/10/2026 17h05 - Atualizado em 17/10/2026 17h05
Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar posse de ilha em Angra
Richarlison cobra investigação da PF sobre disputa por ilha com Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução


O atacante Richarlison voltou a denunciar uma disputa judicial pela posse de uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), o jogador do Tottenham acusou o senador Flávio Bolsonaro de assumir o imóvel sem pagar por ele e pediu que a Polícia Federal investigue o caso.

Segundo Richarlison, a aquisição ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco. O atacante afirmou que recebeu propostas para vender a propriedade, inclusive do senador, mas que recusou a oferta.

Richarlison alegou que, enquanto aguardava a conclusão da documentação necessária para regularizar a posse, Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz conseguiram assumir o imóvel em 24 horas. O jogador afirmou ter investido cerca de R$ 10 milhões na ilha e disse que não recebeu nenhum valor de volta.

No vídeo, o atacante pediu uma investigação da Polícia Federal e convocou seus seguidores a cobrar explicações do senador, que tem compromisso previsto no Espírito Santo neste domingo (18).

Richarlison também declarou que pretende doar parte do dinheiro que espera recuperar ao hospital de Nova Venécia, município capixaba onde nasceu. Segundo ele, a intenção é contribuir com a unidade de saúde de sua cidade natal.

A disputa teve início em 2020, quando uma empresa ligada ao jogador adquiriu direitos de ocupação do imóvel. Posteriormente, a posse passou para uma empresa vinculada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro.

Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa ligada a Tomaz. As ações foram encerradas após os autores desistirem dos processos.