Política
Decisões do STF após eleição são vistas como sinais ao bolsonarismo
Medidas incluem visita de Flávio ao seu pai e progressão de regime de ''Débora do Batom''
Decisões recentes de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal (STF) foram interpretadas por setores ligados à campanha de Flávio Bolsonaro como possíveis sinais de abertura ao diálogo com o bolsonarismo após o primeiro turno das eleições. Entre as medidas estão a progressão de regime de Débora Rodrigues dos Santos, a análise de um pedido de visita de Flávio ao pai e dois arquivamentos.
Moraes autorizou a progressão de Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, para o regime semiaberto. A decisão considerou o cumprimento dos requisitos legais, incluindo atividades de trabalho e leitura durante a prisão. Ela foi condenada a 14 anos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O ministro também encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o novo pedido para que Flávio Bolsonaro possa visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A PGR se manifestou favoravelmente, e a expectativa é de que Moraes autorize a visita, embora a decisão final ainda seja do ministro.
Outro caso envolve o arquivamento da investigação contra o senador Marcos do Val, os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo. Moraes acolheu parecer da PGR, que considerou insuficientes as provas para apresentar denúncia pelos crimes investigados.
Gilmar Mendes, por sua vez, determinou o arquivamento da investigação contra Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, por suspeita de estupro. O ministro seguiu manifestação da PGR, que apontou falta de provas e contradições nos depoimentos. Gaspar nega a acusação.
As decisões ocorreram nos dias seguintes ao resultado do primeiro turno, no qual Flávio Bolsonaro avançou para a segunda etapa da disputa presidencial. A interpretação de que as medidas representam uma tentativa de aproximação entre o STF e o bolsonarismo é apresentada por análises e interlocutores da campanha, e não como uma posição formal da Corte.
*Informações de CNN
