Política
Emendas de Flávio Bolsonaro pagaram ONG e empresas suspeitas de cartel
Verbas parlamentares direcionadas pelo candidato foram destinadas a empresas investigadas e entidades irregulares
Recursos de emendas parlamentares indicados pelo senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, foram destinados ao pagamento de empresas sob investigação da Polícia Federal por suspeita de formação de cartel em licitações públicos. O rastreamento de verbas federais apontou ainda que os valores beneficiaram uma organização não governamental classificada como "inexistente" pela Receita Federal e que já é alvo de apuração no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) por possíveis fraudes na execução de convênios.
O levantamento realizado revela que a destinação das verbas incluiu também repasses direcionados a um instituto indicado diretamente por um integrante de milícia. Desde o ano de 2020, o parlamentar contou com uma reserva superior a R$ 300 milhões no orçamento da União para a alocação livre de emendas individuais e de bancada, montante que foi distribuído entre diferentes prestadores de serviços, municípios e entidades privadas no estado do Rio de Janeiro.
Os dados rastreados pelas autoridades e por órgãos de fiscalização indicam graves irregularidades no cumprimento dos contratos e na prestação de contas dos valores repassados. Enquanto a Receita Federal aponta a ausência de estrutura física da ONG contratada, auditorias externas analisam o favorecimento sistemático das empresas investigadas pela Polícia Federal. Os órgãos de controle e as autoridades policiais seguem apurando a rota do dinheiro público e a responsabilidade dos envolvidos na gestão e liberação das verbas orçamentárias.
