Política
Rafael Brito critica uso de OS e cobra concursos públicos na Prefeitura de Maceió
A declaração foi feita durante entrevista ao Fala, Líder, programa apresentado por Edivaldo Junior na CBN Maceió
Rafael Brito defendeu a realização de concursos públicos e criticou o uso de Organizações Sociais para execução de serviços que, na avaliação dele, deveriam permanecer diretamente com o poder público.
A declaração foi feita durante entrevista ao Fala, Líder, programa apresentado por Edivaldo Junior na CBN Maceió (veja aqui). Rafael afirmou que acredita no servidor efetivo e considera que prefeituras e governos têm condições de prestar diretamente boa parte dos serviços públicos, desde que invistam em estrutura e pessoal.
“Eu sou totalmente contra OS. Nunca contratei OS. Acho errado contratar OS”, afirmou. Em seguida, completou: “Acredito no servidor público, acredito no poder do concurso público”.
Na sequência, Rafael comparou o modelo adotado pelo governo de Alagoas com o que vem sendo feito em Maceió. Ele citou os concursos realizados durante a gestão de Renan Filho e criticou a pouca utilização desse instrumento pela Prefeitura nos últimos anos.
Rafael também mencionou o concurso da Guarda Municipal e cobrou a nomeação dos aprovados. Para ele, quem busca uma vaga no serviço público quer ter a oportunidade de estudar, disputar em condições iguais e ingressar por mérito.
“Com certeza o cidadão prefere o concurso público. Quem espera uma oportunidade para trabalhar no governo quer estudar para passar por mérito próprio, preencher um cargo por concurso público e ter estabilidade”, afirmou.
Na avaliação do deputado, a presença de servidores concursados melhora a continuidade dos serviços e reduz a dependência de contratações temporárias, terceirizações e organizações sociais.
A crítica chegou também à educação municipal. Durante a entrevista, Rafael questionou modelos de contratação adotados pela Prefeitura de Maceió e citou o caso dos equipamentos que seriam destinados aos professores da rede.
Ele disse que o processo foi questionado por órgãos de controle e criticou o formato escolhido pela gestão. Na conversa, foi lembrado que o projeto previa aluguel, e não compra dos equipamentos. Ainda assim, Rafael manteve a crítica.
Para o deputado, essa é uma das diferenças que o eleitor pode observar entre os modelos de gestão. Rafael sustenta que concurso público não é apenas uma forma de contratar, mas também uma forma de fortalecer o próprio serviço público.
“É dessas coisas que eu falo quando digo que é preciso comparar pessoas e projetos”, afirmou.
Na avaliação de Rafael Brito, Maceió deveria ampliar a realização de concursos e reduzir a dependência de modelos alternativos de contratação, especialmente em áreas permanentes da administração pública.
