Política

Escritório Barci de Moraes confirma uso de jatinho ligado a Vorcaro

o escritório esclareceu que a contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios exclusivamente operacionais

Por Sputnik Brasil 21/09/2026 08h08
Escritório Barci de Moraes confirma uso de jatinho ligado a Vorcaro
Foto: © Foto / Rosinei Coutinho / STF

O escritório de advocacia Barci de Moraes confirmou neste domingo (20) que utilizou voos em jatinho pertencente à Prime Aviation, empresa que já teve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro como sócio, mas negou qualquer vínculo pessoal com Vorcaro ou seus proprietários.

Mais cedo, o jornal O Globo divulgou um vídeo em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci, desembarcam de um jatinho no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. As imagens, registradas em agosto do ano passado, mostram a aeronave operada pela Prime Aviation, que teve Vorcaro como sócio até setembro de 2025.

Em nota, o escritório esclareceu que a contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios exclusivamente operacionais, sem envolvimento pessoal com os proprietários das aeronaves ou operadores específicos. “A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation”, informou o comunicado.

O escritório também afirmou que Vorcaro não participou de nenhuma das viagens realizadas pelo ministro e sua esposa.

Fundada em 2015 e sediada em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, a Prime Aviation atua no segmento de táxi aéreo e locação de aeronaves com tripulação.

O caso ganhou novos desdobramentos neste mês, após o gabinete do ministro do STF André Mendonça retirar o sigilo de uma investigação sobre a participação de Alexandre de Moraes na elaboração de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro.

No dia seguinte, foi revelado que Vorcaro prestou depoimento a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, após alegar estar sofrendo “graves intimidações”. O depoimento foi acompanhado por um representante do Ministério Público Federal (MPF), mas sem a presença da Polícia Federal (PF), responsável pela investigação das fraudes no Master. O conteúdo da audiência segue protegido por sigilo legal.