Política

'É preciso colocar ordem na casa': Lula defende mandato para ministros do STF

Lula destacou que todos os envolvidos em suspeitas devem ser investigados e criticou os "vazamentos seletivos" de informações sigilosas

Por Sputnik Brasil com Redação 11/09/2026 05h05
'É preciso colocar ordem na casa': Lula defende mandato para ministros do STF
Foto: © Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a Corte precisa recuperar a credibilidade junto à sociedade. Em sabatina ao SBT News na noite desta quinta-feira (10), Lula também se posicionou a favor da abertura dos sigilos dos casos Banco Master e INSS e apresentou propostas para economia, educação e segurança pública em um eventual novo mandato.

Ao ser questionado sobre a crise envolvendo o STF, Lula destacou que todos os envolvidos em suspeitas devem ser investigados e criticou os "vazamentos seletivos" de informações sigilosas durante o período eleitoral. Segundo ele, a divulgação parcial de dados pode prejudicar tanto a política quanto a imagem do Judiciário.

Lula elogiou a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, e afirmou que o ministro deve "colocar ordem na casa". Para o presidente, as investigações precisam ser transparentes e alcançar todos, sem distinção entre autoridades e cidadãos.

"Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar."

Lula defendeu ainda a abertura dos sigilos das investigações do Banco Master e do INSS, criticando a divulgação de informações parciais que geram suspeitas sem esclarecer responsabilidades.

"Eu sou favorável a abrir tudo, toda vez que tiver uma denúncia, que estiver envolvendo o Poder Judiciário, que estiver envolvendo a política, que se abra."

Sobre o Banco Master, Lula destacou que o banqueiro Daniel Vorcaro alegou perseguição, mas afirmou que o banco seria investigado como qualquer outra instituição. Ele ressaltou que o Banco Master foi criado no governo Jair Bolsonaro e fechado durante sua gestão, e que a prisão de Vorcaro e as investigações da Polícia Federal são diferenciais do seu governo.

O presidente também reforçou sua confiança no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, elogiando o trabalho da corporação e defendendo a apuração de eventuais erros.

Mandato para ministros do STF

Lula afirmou que pretende discutir com a sociedade a proposta de mandatos para ministros do STF, sugerindo períodos de oito ou doze anos, mas ressaltou que ainda não há uma proposta fechada. Ele defendeu uma reforma ampla no Judiciário, "da primeira à última instância", com medidas a serem definidas após diálogo com a população.

Economia e educação

Na economia, Lula rejeitou críticas sobre responsabilidade fiscal, destacando que recebeu as contas públicas com déficit de 2,8% e pretende entregar superávit de 0,1%. Criticou ainda o mercado financeiro, afirmando que a Faria Lima prioriza juros em detrimento de investimentos sociais.

O presidente prometeu ampliar investimentos em educação, com expansão de escolas de tempo integral, ensino médio e cursos em áreas como inteligência artificial, minerais críticos e tecnologia. Lula afirmou que pretende aumentar de 140 para 802 o número de institutos federais até o fim do mandato, com a meta de chegar a mil unidades, além de expandir universidades federais.

Pesquisas eleitorais

Sobre a queda em pesquisas eleitorais, Lula minimizou o impacto, dizendo que só considera o resultado após a apuração dos votos. Segundo ele, pesquisas são instrumentos para orientar a campanha, mas criticou o excesso de levantamentos divulgados no período eleitoral. O presidente reforçou que seu objetivo é ampliar a cidadania e melhorar as condições de vida da população mais pobre, prometendo manter a política de valorização do salário mínimo acima da inflação.

Segurança pública

Na área de segurança, Lula defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e uma proposta de emenda à Constituição para definir atribuições da União, estados e municípios no combate ao crime. Ele pretende criar uma Guarda Nacional, ampliar investimentos na Polícia Federal, inteligência e Polícia Rodoviária Federal, com foco no combate ao crime organizado e facções criminosas. Lula informou ainda que o governo identificou a atuação do crime organizado em 138 presídios e que pretende transformar essas unidades em estabelecimentos de segurança máxima.

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