Política

PF apreende sete armas de Mario Frias em operação sobre Dark Horse

Deputado também teve celular e computador recolhidos durante ação que investiga suposto desvio de emendas parlamentares

Por Redação 10/09/2026 14h02
PF apreende sete armas de Mario Frias em operação sobre Dark Horse
Investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF - Foto: Reprodução

A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo pertencentes ao deputado federal Mario Frias durante uma operação realizada nesta quinta-feira (10). Os armamentos estavam registrados em nome do parlamentar, mas foram encontrados em um endereço diferente do declarado às autoridades.

As armas foram localizadas em um imóvel que não pertence ao deputado e estavam em situação considerada irregular. A PF deve investigar a possível prática do crime de posse ilegal de arma de fogo.

Além dos armamentos, os agentes apreenderam o celular e um computador de Mario Frias. Os equipamentos serão analisados no decorrer das investigações.

A ação faz parte de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas envolvendo o uso de emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Investigação sobre emendas


Mario Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up, estão entre os alvos da operação. A produtora é responsável pelo filme, mas a empresa não está entre os alvos dos mandados.

A investigação também envolve duas organizações não governamentais ligadas à empresária: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Em 2024, Mario Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina. A PF apura se houve desvio desses recursos e outras possíveis irregularidades relacionadas aos repasses.

Segundo a Polícia Federal, levantamentos financeiros realizados durante a investigação identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema investigado.

Entre os crimes apurados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Em maio, o deputado enviou uma manifestação ao STF negando que as emendas destinadas às ONGs ligadas à produtora do filme de Bolsonaro tivessem sido utilizadas para “qualquer produção cinematográfica”.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal, com os materiais apreendidos sendo submetidos à análise dos investigadores.