Política
Oposição prepara manobras para adiar votação da PEC do fim da escala 6x1
Senadores contrários à proposta planejam adiar a votação para depois das eleições
A oposição no Senado prepara um conjunto de medidas para tentar adiar a votação da PEC que altera a escala de trabalho 6x1. A estratégia deve ser colocada em prática na próxima semana, após a análise do texto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para quarta-feira (2 de setembro).
Entre as medidas está um pedido para que a proposta também seja analisada por outras comissões, como a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Caso o requerimento seja rejeitado, os oposicionistas pretendem apresentar pedidos de adiamento, votação nominal e contra a quebra de interstício, que permite acelerar etapas da tramitação.
“Se aprovar na CCJ, vai ao plenário. Aí tem uma disputa grande e tem uma série de manobras para não votar. Não vota na semana que vem no plenário. Não tem como. A gente vai pedir para ser redistribuído para a CAE. Como a CAE não é ouvida? Essa pauta gera impacto nas empresas todas”, disse o senador Laércio Oliveira (PP-SE).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também pode ser decisivo. Segundo senadores ouvidos em entrevistas do site CNN Brasil, ele teria sinalizado que a votação da PEC deve ficar para depois das eleições, embora exista receio de que a posição seja alterada.
O relator, senador Omar Aziz, deve apresentar o relatório até quinta-feira. A tendência é que ele mantenha o texto aprovado pela Câmara para evitar que a proposta precise retornar aos deputados.
Mesmo entre parlamentares governistas, há dúvidas sobre a possibilidade de aprovação antes das eleições. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a PEC será o primeiro item da pauta, mas destacou que a votação dependerá de um acordo entre as lideranças.
“Eu vou colocar em votação na quarta, é o primeiro item da CCJ. Aí, para aprovar, depende dos líderes e do Davi. Depende se vai ter acordo. Não se vota matéria dessa rapidamente. Só se tiver acordo de liderança coordenado pelo presidente da Casa. E não sei se haverá isso. Antes da eleição, só por acordo”, afirmou.
*Informações de CNN Brasil
