Política
Fleming participa da paralisação nacional dos bancários no Centro de Maceió
Candidato ao Senado pela Unidade Popular defendeu valorização salarial, condições dignas de trabalho e enfrentamento às metas abusivas e ao assédio moral
O candidato ao Senado por Alagoas, professor e jornalista Alexandre Fleming (UP), participou, na manhã desta quinta-feira (20), da mobilização dos trabalhadores bancários realizada em frente à agência do Banco do Brasil, no calçadão do Centro de Maceió. O ato integrou a paralisação das agências bancárias realizada em todo o país e marcou a retomada de um movimento nacional da categoria após dez anos sem greve ou paralisação desse alcance.
Ao lado de trabalhadores, dirigentes sindicais, militantes e apoiadores, Fleming manifestou solidariedade à categoria e defendeu uma campanha salarial que assegure reposição das perdas inflacionárias, aumento real, valorização dos pisos e preservação dos direitos previstos na convenção coletiva.
A mobilização também denunciou a proposta de divisão da categoria em diferentes níveis salariais, a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, o assédio moral, as demissões e a redução do número de trabalhadores nas agências. Para os bancários, esse processo aumenta o adoecimento, amplia a sobrecarga e prejudica o atendimento à população.
Ex-dirigente sindical, ex-presidente do Sintietfal e ex-coordenador-geral do Sinasefe, Fleming destacou que a organização coletiva continua sendo o principal instrumento dos trabalhadores diante do poder econômico das instituições financeiras.
"Os bancos acumulam lucros bilionários, mas querem impor perdas salariais, reduzir direitos e intensificar a exploração de quem garante diariamente o funcionamento do sistema. A categoria bancária tem uma história importante de organização e conquistas. Estar presente nesta paralisação é reafirmar que nosso lado é o lado de quem trabalha", declarou.
O candidato também chamou atenção para o impacto das cobranças excessivas sobre a saúde mental da categoria e defendeu medidas efetivas de prevenção ao adoecimento, combate ao assédio e fortalecimento dos planos de saúde. Fleming ressaltou ainda a necessidade de ampliar as contratações, combater as demissões e garantir atendimento bancário digno, especialmente para idosos, aposentados e pessoas que encontram dificuldades com a digitalização dos serviços.
"A precarização não atinge somente os bancários. Quando uma agência fecha, o número de funcionários diminui ou todo o atendimento é transferido para plataformas digitais, a população também sofre. Defender condições dignas de trabalho é defender um serviço mais humano e acessível", afirmou.
A participação na paralisação reforça o compromisso da candidatura de Fleming com os sindicatos, os direitos sociais e a organização independente da classe trabalhadora. Entre as principais bandeiras defendidas pelo candidato estão o fim da escala 6x1, a valorização dos salários, a proteção da saúde dos trabalhadores, a taxação dos super-ricos e maior fiscalização sobre o sistema financeiro.
"Não aceitaremos nenhum direito a menos. No Senado, queremos construir uma tribuna permanente das lutas populares e enfrentar os interesses dos banqueiros e dos grandes grupos econômicos", concluiu Fleming.
