Política

Lula cobra agilidade no desenvolvimento tecnológico no Brasil

Durante reunião sobre soberania digital, Lula ressaltou que empresas que dominam ferramentas e soluções de inteligência artificial tornam-se "donas do pedaço", espaço antes ocupado pelo Estado

Por Sputnik Brasil com Redação 12/08/2026 05h05
Lula cobra agilidade no desenvolvimento tecnológico no Brasil
Foto: © Foto / Divulgação / Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (11), maior agilidade do Brasil no desenvolvimento de tecnologias de ponta. Segundo Lula, o governo precisa atuar com mais empenho, pois "ninguém vai levantar para o Brasil sentar".

Durante reunião sobre soberania digital, Lula ressaltou que empresas que dominam ferramentas e soluções de inteligência artificial tornam-se "donas do pedaço", espaço antes ocupado pelo Estado. Para o presidente, o país precisa acelerar o desenvolvimento dessas tecnologias para não ficar para trás.

"Ninguém espera que o Brasil avance. Ninguém vai levantar para o Brasil sentar. Cada um vai fazer o que puder para ganhar."

Como exemplo da falta de agilidade, Lula citou o projeto de uma turbina brasileira movida a etanol. Ele lembrou que visitou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 2010 para conhecer a inovação.

De acordo com Lula, o projeto começou durante seu segundo mandato e ele reforçou a necessidade de o governo fazer uma encomenda para viabilizar o financiamento. Segundo o presidente, a mesma postura deve ser adotada em áreas prioritárias, como inteligência artificial.

"Quando eu tomei posse, 13 anos depois, a primeira pergunta que eu fiz para a FAB [Força Aérea Brasileira] foi perguntar: 'Cadê a turbina?' Ela parou, está sem dinheiro. [...] Mandei colocar dinheiro. Mas nós ficamos 13 anos parados. A gente poderia ser fabricante de turbina hoje."

O protótipo, batizado de UGEE1000BR, foi apresentado no mês passado no campus do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). O modelo utiliza etanol para gerar energia elétrica e tem capacidade para abastecer cerca de 3,6 mil residências.

"Agora, para que a gente dê escala, ofereça na América Latina e na América do Sul, para que a gente ofereça no continente africano, que tem um problema de energia muito sério, nós precisamos dar escala. E, para dar escala, significa que o governo vai ter que fazer encomendas. Não tem outro jeito."

Por Sputnik Brasil