Política

Federação do PT aciona TSE contra plataforma criada pelo PL

Partidos envolvidos alegam disseminação de desinformação e pedem investigações sobre recursos do fundo partidário

Por Redação* 07/08/2026 11h11
Federação do PT aciona TSE contra plataforma criada pelo PL
TSE - Foto: Agência Brasil

A Federação PT-PV-PCdoB protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a plataforma direitaja.com, criada pelo Partido Liberal (PL) para distribuir conteúdos destinados ao compartilhamento nas redes sociais.

Na ação, a federação afirma que a plataforma divulga conteúdos falsos, deepfakes e propaganda eleitoral negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os partidos também pedem que o TSE investigue se recursos do Fundo Partidário foram utilizados para financiar a iniciativa.

O site se apresenta como um "movimento de comunicação conservadora" e disponibiliza materiais em diferentes formatos para download e divulgação por usuários nas redes sociais.

Segundo a representação, a plataforma pode ser utilizada para mascarar disparos em massa de conteúdo, prática proibida pela legislação eleitoral. Por isso, a federação solicita que o PL informe a origem dos recursos empregados no projeto e que sejam retirados do ar materiais já reconhecidos como desinformação.

Os partidos afirmam ainda que a plataforma reúne conteúdos produzidos com inteligência artificial que associam Lula a organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho.

Na representação, a federação sustenta que o modelo adotado funciona como uma forma indireta de impulsionamento de conteúdo, sem obedecer às regras de transparência previstas pela Justiça Eleitoral.

"Em síntese, substitui-se o mecanismo tradicional de compra de anúncios junto ao provedor de aplicação por uma rede paralela de distribuição coordenada, que produz efeito de alcance e repercussão artificialmente amplificado — até mesmo superior ao de campanhas pagas de mídia —, sem se submeter a nenhum dos controles de transparência, rotulagem e responsabilização que a Justiça Eleitoral exige do impulsionamento regular", diz o documento.

*Informações de Metrópoles