Política

Lula diz que pretende ligar para Trump e defende diálogo entre potências mundiais

Presidente afirmou que conversa ainda não tem data definida e citou necessidade de articulação para discutir conflitos internacionais

Por Redação 06/08/2026 10h10
Lula diz que pretende ligar para Trump e defende diálogo entre potências mundiais
Lula e Trump na Malásia - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao atual cenário internacional. A declaração foi feita durante entrevista concedida na quarta-feira (5), embora o contato ainda não tenha data definida.

Ao comentar o tema, Lula destacou que a intenção é dialogar com os líderes das principais potências mundiais para discutir os conflitos em andamento e defender uma atuação conjunta em favor da paz.

"Vou falar com o Trump também. São cinco pessoas [no Conselho de Segurança da ONU]. Se reúnam, tomem café, uísque, qualquer coisa. E se reúnam para decidir o que vai fazer com o mundo", afirmou o presidente.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, uma ligação entre Lula e Trump não está descartada. O contato poderá abordar tanto questões relacionadas ao cenário geopolítico quanto a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, embora ainda não haja articulação oficial para que a conversa aconteça.

Relação entre Brasil e EUA vive momento de tensão


A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre os dois países. Na terça-feira (4), o Departamento de Estado dos Estados Unidos alterou o status do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Com a mudança, a diplomata deixou de possuir um visto de múltiplas entradas e passou a contar com autorização para apenas uma entrada no país. Assim, caso deixe os Estados Unidos, precisará solicitar um novo visto para retornar.

A medida foi interpretada por integrantes do governo brasileiro como um gesto político e mais um episódio de desgaste na relação entre os dois países.

Além disso, o governo norte-americano prorrogou por mais um ano o chamado "estado de emergência" relacionado ao Brasil. Embora a decisão não produza efeitos práticos imediatos, ela pode servir de base para eventuais medidas ou sanções futuras.