Política
MPF pede punição a instituto por pesquisa eleitoral irregular sobre JHC em Alagoas
Parecer do Ministério Público Eleitoral aponta indícios de falsidade e tenta anular levantamento que favorecia o ex-prefeito de Maceió
O Ministério Público Federal solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas a aplicação da multa máxima contra o Instituto TDL e a anulação do registro de uma pesquisa eleitoral que colocava o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), na liderança da disputa pelo Governo do Estado. O parecer técnico pede que o levantamento seja considerado oficialmente "não registrado" devido a graves irregularidades na prestação de contas.
A manifestação, assinada pelo procurador eleitoral auxiliar Marcelo Jatobá Lôbo, destaca que a suposta empresa contratante do estudo, a R B Dantas Ltda. (COAGRO), desmentiu publicamente o instituto. Em documento oficial entregue à Justiça, a empresa declarou que jamais contratou o levantamento, não autorizou a emissão de nota fiscal em seu nome e não efetuou nenhum pagamento à empresa de pesquisas.
Pressionado pelas revelações, o Instituto TDL mudou a versão e passou a alegar que realizou o trabalho com recursos próprios. No entanto, o procurador enfatizou que a empresa não apresentou documentos para comprovar a origem dos recursos ou a veracidade da nova narrativa, o que reforça a suspeita de manipulação e fraude no registro eleitoral.
Diante do cenário, o MPF requereu o envio do caso para abertura de investigação criminal sobre a contratação fictícia e a possível fraude no processo de pesquisa. O parecer do Ministério Público agora aguarda o julgamento definitivo do pleno do TRE-AL, que decidirá sobre a punição financeira e o cancelamento formal dos dados divulgados ao eleitorado alagoano.

