Política
“Até quando?”: Cibele Moura volta a cobrar fiscalização após morte de cachorro causada por fogos com estampido
Após morte de husky em Maceió, deputada reforça apelo pelo cumprimento da lei que restringe fogos com estampido no estado
A deputada estadual Cibele Moura voltou a defender o cumprimento da legislação que proíbe fogos de artifício com estampido em Alagoas após a morte de um cachorro que se assustou com o barulho durante o jogo da Seleção Brasileira, na sexta-feira (20), em Maceió.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar lamentou a morte de Nicky, um husky siberiano de três anos, e cobrou mais fiscalização para garantir o cumprimento da lei estadual que restringe a comercialização e o uso desse tipo de artefato.
“Mais uma morte provocada por fogos com estampido. A pergunta que fica é: até quando? Até quando a gente vai tratar isso como mais um caso? Hoje eu não vou tratar como mais um”, afirmou.
Segundo relato da tutora do animal, a empreendedora Carla Luiza Rozendo, os fogos lançados durante a partida deixaram o cachorro extremamente agitado. Em meio ao desespero, Nicky teve contato com uma planta tóxica existente no jardim da residência, no bairro Santa Lúcia, e acabou sofrendo uma intoxicação grave. Apesar de ter sido levado para atendimento veterinário, o animal não resistiu.
Ao comentar o caso, Cibele destacou que situações como essa atingem não apenas animais, mas também pessoas com sensibilidade ao barulho, como crianças autistas e idosos. “O Nick infelizmente não é o primeiro e, infelizmente, não vai ser o último. A gente só vai conseguir vencer isso quando todo mundo se unir. É lei em Alagoas. Precisamos parar de soltar fogos com barulho”, declarou.
A deputada lembrou que a legislação estadual, aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, prevê multas que variam de R$ 2,5 mil a R$ 15 mil para quem comercializar ou utilizar fogos com estampido, com possibilidade de aplicação em dobro em caso de reincidência.
Para a parlamentar, o caso reforça a necessidade de ampliar a fiscalização e a conscientização da população sobre os impactos causados pelos fogos barulhentos. “Nenhum prazer momentâneo vale mais do que preservar vidas. Precisamos garantir que a lei seja cumprida para evitar que famílias continuem sofrendo perdas como essa”, afirmou.
Cibele também prestou solidariedade à tutora e aos familiares do animal. “Meus sentimentos à Carla e a toda a família. Hoje é um dia triste, mas seguiremos lutando para que isso não volte a acontecer”, concluiu.


