Política

Podemos expõe na TV escândalo do Banco Master em Maceió

Inserção partidária cita indiretamente aplicação de R$ 117 milhões do IPREV Maceió e associa episódio ao debate eleitoral de 2026

Por Redação* 23/06/2026 08h08
Podemos expõe na TV escândalo do Banco Master em Maceió
Peça partidária aborda aplicação de recursos do IPREV Maceió em banco privado - Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

O Podemos em Alagoas passou a utilizar o caso envolvendo as aplicações financeiras realizadas pela Prefeitura de Maceió no Banco Master como tema de suas inserções partidárias veiculadas na televisão. A peça foi exibida nos últimos dias e faz referência indireta ao investimento superior a R$ 117 milhões realizado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (IPREV) durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB).

Sem citar nomes diretamente, a propaganda relaciona o episódio ao debate sobre a escolha dos candidatos nas eleições de 2026 e faz críticas à relação entre agentes públicos e instituições financeiras.

Na inserção, uma jovem fala diretamente para a câmera e demonstra indignação com o caso. Em tom de alerta ao eleitor, ela menciona os recursos dos aposentados e afirma que a população deve conhecer melhor os candidatos antes das eleições. Ao longo da peça, a personagem associa o episódio à relação entre agentes políticos e o sistema financeiro, sem identificar pessoas nominalmente.

“Gente, em breve teremos eleições e é muito importante a gente conhecer bem os candidatos. Tem candidatos com embalagem bonitinha, mas que são capazes até mesmo de roubar o dinheirinho suado dos aposentados. Cara, como eles têm coragem. Vocês sabem quem são. Então, quando forem votar, lembrem-se disso: candidato amigo de banqueiro corrupto é inimigo do povo. Preste atenção”, diz a peça.

A inserção ocorre em meio à repercussão do caso Banco Master em Alagoas. O investimento realizado pelo IPREV Maceió tornou-se alvo de questionamentos de sindicatos de servidores, lideranças políticas e órgãos de controle, principalmente pelo fato de os recursos terem sido aplicados em Letras Financeiras do Banco Master, operação que não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O episódio também motivou pedidos de investigação e representações encaminhadas a diferentes órgãos fiscalizadores. Nos últimos meses, o tema passou a ocupar espaço frequente no debate político estadual, sendo utilizado por adversários e aliados nas articulações para a disputa eleitoral de 2026.

A aplicação de R$ 117 milhões realizada durante a gestão de JHC continua sendo um dos principais pontos de questionamento levantados por adversários políticos do ex-prefeito, que defendem a necessidade de esclarecimentos sobre os critérios adotados para o investimento dos recursos previdenciários.

*Com informações da Assessoria