Política
JHC recusa Lira e Gaspar; oposição chega a menos de quatro meses das eleições sem chapa unificada
Sem acordo, Lira ensaia aproximação com os Calheiros para garantir um segundo voto de senador na chapa governista; Gaspar segue como o nome com menor rejeição no campo oposicionista
Todas as tentativas de unir JHC, Arthur Lira e Alfredo Gaspar em uma chapa de oposição aos Calheiros fracassaram. O ex-prefeito de Maceió concluiu que não tinha nada a ganhar com a aliança e segue tocando sua campanha ao Governo de Alagoas de forma independente. Do lado de Lira e Gaspar, o clima agora é de decepção e de busca por alternativas, a menos de quatro meses do dia 4 de outubro.
Lira foi o primeiro a virar a página. Sem perspectiva de acordo com JHC, o deputado federal ensaia uma aproximação com o campo dos Calheiros, tentando se credenciar para o segundo voto de senador na chapa governista. A sinalização veio em um evento político recente, quando ele afirmou que vai "trabalhar ao lado do governador que for eleito", ignorando qualquer referência à aliança que não saiu do papel.
O problema é que, sem JHC do lado, a candidatura de Lira perde fôlego especialmente em Maceió, maior colégio eleitoral do estado e exatamente onde o deputado concentra os maiores índices de rejeição. Para compensar, a aposta deve ser nos currais do interior, historicamente irrigados pelas emendas parlamentares.
A situação de Alfredo Gaspar é menos complicada. Ficha limpa, com baixa rejeição e boa avaliação nas pesquisas, ele é o candidato ao Senado com maior potencial de receber votos espontâneos e o apoio de formadores de opinião, independentemente de alianças.
Mas o jogo ainda não acabou. Até outubro, muitas costuras e acordos de conveniência devem surgir. As informações são do jornal Extra.


