Política

Impasse na Câmara de Maceió barra projetos de servidores e ameaça o São João Massayó 2026

Categorias acusam Executivo de segurar urgências em "balde de água fria"; se propostas não andarem até quarta-feira, paralisação pode afetar trânsito e segurança da festa a partir do dia 22

Por Redação com Sindspref 12/06/2026 09h09 - Atualizado em 12/06/2026 09h09
Impasse na Câmara de Maceió barra projetos de servidores e ameaça o São João Massayó 2026
Impasse na Câmara Municipal paralisa andamento de projetos de leis de servidores - Foto: Reprodução

O que deveria ser um dia de festa e alívio transformou-se em revolta e frustração na manhã desta quinta-feira (11), no Plenário da Câmara Municipal de Maceió. Servidores de diversas áreas da administração pública lotaram as galerias da Casa para acompanhar a leitura de projetos de lei históricos e aguardados há anos, mas saíram de lá de mãos abanando.

O movimento unificado, liderado pelo Sindspref (servidores da prefeitura), Sindguarda (guardas municipais) e Sindatran-AL (agentes de trânsito), soltou o verbo. Os dirigentes acusam o próprio Poder Executivo Municipal de dar uma rasteira nas categorias. Segundo os sindicatos, as propostas deveriam ter entrado na pauta de votação imediatamente, mas foram deixadas de lado por orientação da prefeitura, justamente quem havia enviado os textos para a Câmara em caráter de urgência.


O presidente do Sindspref, Sidney Lopes, lamentou o recuo e garantiu que todas as propostas já tinham passado pelo crivo técnico.

"São projetos de leis os quais já tinham feito todos os impactos, perfeitamente ajustados com o Executivo e que trarão maior reconhecimento às categorias de fiscais de posturas, fiscais de obras, agentes de trânsito e fiscais de transporte, além de servidores da Secretaria de gestão e Administração e guardas municipais".

O que passou e o que ficou travado


Apesar do clima tenso e do impasse generalizado, um acordo de última hora com os sindicatos evitou que a sessão terminasse em "nota zero". Os vereadores conseguiram votar e aprovar três matérias específicas:

O reajuste salarial de 6%, que será pago de forma parcelada;

O projeto do serviço voluntário remunerado para os fiscais de transporte;

Uma proposta voltada aos servidores da educação municipal.

O problema é que o grosso das reestruturações e garantias jurídicas das carreiras de fiscalização e segurança acabou ficando na gaveta, gerando um sentimento de desvalorização profunda na linha de frente do município.

São João em xeque e prazo final


Após horas de cobrança e reuniões no entorno da Câmara, o movimento unificado aceitou dar uma trégua temporária a pedido dos próprios vereadores. Os servidores decidiram aguardar até a próxima quarta-feira, dia 17 de junho, para ver se os projetos finalmente tramitam e entram em votação.

Se o Palácio Municipal não destravar a pauta até lá, Maceió pode ver o caos se instalar em seu período mais festivo do ano. As categorias alertam para o risco iminente de uma paralisação geral dos serviços a partir do dia 22 de junho, justamente na abertura do São João Massayó 2026. Caso a greve estoure, a ordem pública, a fiscalização urbana e a segurança viária nos polos da festa litorânea estarão seriamente ameaçadas.