Política
Lula supera Bolsonaro por 41% a 37% em nova pesquisa, mas país segue rachado
Levantamento do PoderData escancara abismo geográfico e social no Brasil; atual presidente esmaga rival no Nordeste, enquanto o Sul lidera a resistência.
O Palácio do Planalto e a oposição mediram forças em mais um termômetro da opinião pública nacional. Uma pesquisa divulgada pelo instituto PoderData revelou que 41% dos brasileiros consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhor do que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, a margem é estreita: 37% dos entrevistados avaliam que a atual administração é pior, enquanto 21% enxergam os dois governos como equivalentes.
Os dados jogam luz sobre um cenário de profunda polarização e revelam um verdadeiro abismo geopolítico dentro do território nacional. O Nordeste consolidou-se, de forma isolada, como a principal fortaleza política de Lula. Na região, impressionantes 65% dos entrevistados cravam que o governo do petista é superior ao do antecessor, um patamar que puxa a média nacional para cima e garante a liderança do atual mandatário.
O recorte socioeconômico do PoderData ajuda a entender onde o coração do eleitorado de cada líder político bate mais forte. O voto e a simpatia a Lula mostram-se consolidados entre a população com 60 anos ou mais, pessoas sem instrução formal e cidadãos que sobrevivem com renda de até dois salários mínimos. Trata-se de fatias sociais historicamente ligadas a programas de transferência de renda e redes de proteção social do governo federal.
Em contrapartida, a rejeição ao atual modelo e a saudade da era Bolsonaro ganham tração em grupos com perfis opostos. A percepção de que a gestão petista deixa a desejar é a opinião majoritária entre os jovens de 16 a 24 anos, eleitores com diploma de ensino superior completo e cidadãos com rendimento mensal acima de cinco salários mínimos, tendo a região Sul do país como o principal foco geográfico dessa resistência.
O estudo estatístico foi realizado por meio de entrevistas com 2.500 pessoas. O trabalho de campo ocorreu no período entre os dias 30 de maio e 1º de junho de 2026. A margem de erro estimada pelos analistas é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança do relatório é de 95%.


