Política

Eudócia acusa Renan Calheiros de atuar em favor do Banco Master

Senadora alagoana pede investigação na PGR, STF e PF e cobra criação de CPMI sobre caso BMG-Master

Por Esther Barros 27/05/2026 07h07
Eudócia acusa Renan Calheiros de atuar em favor do Banco Master
Eudócia Caldas - Foto: Reprodução

A senadora Dra. Eudócia elevou o tom no Senado Federal nesta terça-feira (27) ao acusar o senador Renan Calheiros de atuar politicamente em defesa dos interesses do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A parlamentar afirmou que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) estaria utilizando o cargo para beneficiar o grupo financeiro.

Durante discurso na tribuna, a senadora criticou a possibilidade de utilização do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir eventuais prejuízos ligados ao Banco Master e afirmou que os custos não podem ser repassados à população.

Segundo Dra. Eudócia, “quem deve arcar com essa conta é o próprio sistema financeiro envolvido”, ao rebater o que classificou como tentativa de socializar prejuízos privados.

A parlamentar também relembrou episódios envolvendo o Banco BMG e operações de crédito consignado junto ao INSS. De acordo com ela, situações semelhantes teriam ocorrido novamente em 2022 com o Banco Master, após mudanças rápidas em normas relacionadas ao sistema previdenciário.

No pronunciamento, a senadora ainda questionou a relação entre Renan Calheiros e o empresário Daniel Vorcaro, citando declarações do próprio senador sobre contatos mantidos com o banqueiro em meio às discussões envolvendo o banco.

Dra. Eudócia informou que protocolou notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR), Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal (STF) e Ministério Público Federal (MPF), solicitando o aprofundamento das investigações e a inclusão do nome de Renan Calheiros nas apurações relacionadas ao caso.

Além disso, a senadora defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar possíveis conexões entre os casos envolvendo o Banco BMG e o Banco Master.

Ao encerrar o discurso, a parlamentar afirmou que o Senado não pode ser utilizado para atender interesses particulares e reforçou a necessidade de transparência nas investigações.