Política
Crise na coleta de lixo desafia gestão de Rodrigo Cunha e atinge imagem de JHC
Greve nacional agrava acúmulo de resíduos na capital; cenário gera desgaste político para o atual prefeito e serve de combustível para a oposição em ano eleitoral
A crise na coleta de resíduos sólidos urbanos transformou-se no primeiro grande teste político e administrativo do prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha. O cenário de insatisfação popular decorre dos reflexos locais da greve nacional dos trabalhadores da limpeza urbana, que cobram alterações na legislação da categoria, paralisando ou reduzindo os serviços essenciais em diversas capitais.
No entanto, o problema na capital alagoana não é recente. O acúmulo de lixo nas calçadas e vias públicas já vinha sendo registrado de forma gradativa nas últimas semanas, e a deflagração do movimento grevista apenas potencializou o gargalo que a superintendência de limpeza urbana ainda não conseguiu solucionar.
O episódio marca a primeira turbulência direta na liderança de Rodrigo Cunha. Diferente de momentos anteriores, analistas apontam que a condução do problema exigirá do atual gestor ações concretas e explicações institucionais que ultrapassem a blindagem das redes sociais. O desgaste, por sua vez, acaba atingindo também o seu antecessor, JHC, responsável por desenhar o modelo de gestão e os contratos vigentes de coleta na cidade.
A queixa em relação à sujeira nas ruas tornou-se generalizada nos bairros de Maceió. Por se tratar de um ano de disputa eleitoral, a oposição já se movimenta para explorar politicamente as falhas na prestação do serviço público, utilizando as imagens de contêineres transbordando como principal argumento de críticas à atual administração.
Com informações de Ricardo Mota, do Cada Minuto.


