Política
Fábio Costa bate boca com esquerda pelo fim da 6x1 só daqui a 10 anos
A reação começou depois da divulgação de uma emenda assinada por 176 deputados federais, entre eles Fábio Costa
A discussão sobre o fim da escala 6x1 saiu do debate técnico e virou embate político nas redes sociais. Em Alagoas e no Brasil. O deputado federal Fábio Costa (PP) entrou em confronto com opré-candidato a sendor Alexandre Fleming (UP) e setores da esquerda após ser acusado de apoiar uma proposta que, na prática, adia a mudança na jornada de trabalho por dez anos.
A reação começou depois da divulgação de uma emenda assinada por 176 deputados federais, entre eles Fábio Costa. O texto prevê uma transição gradual para a redução da jornada semanal e estabelece prazo de até dez anos para implantação completa do novo modelo.
Nas redes sociais, o deputado reagiu irritado às críticas. “Setores covardes da esquerda estão fazendo o que sabem fazer de melhor: mentir. Eu assinei a PEC pelo fim da escala 6x1”, afirmou.
Fábio sustenta que a assinatura da emenda não significa oposição ao fim da escala. “Assinar uma emenda não quer dizer que ela vai ser implementada, mas que ela será discutida”, declarou.
O deputado também afirmou que sua preocupação é evitar impactos negativos sobre empresas e empregos.
“Meu dever é proteger os empregos atuais e evitar que uma medida politiqueira em ano eleitoral prejudique pequenos negócios e quem trabalha”, disse.
Mas o discurso não encerrou a polêmica. O pré-candidato ao Senado pela Unidade Popular (UP), Alexandre Fleming, passou a acusar Fábio Costa de tentar “empurrar” o fim da escala 6x1 para 2036.
Fleming quer que Costa retire a assinatura da emenda que retarda o fim da escala 6x1. Segundo ele, a proposta assinada pelo deputado abre brechas para ampliação da jornada semanal e reduz direitos trabalhistas.
“A queda dessa PEC deixou evidente quem estava distorcendo os fatos”, afirmou o pré-candidato em vídeo publicado nas redes sociais.
A crítica ganhou força porque a emenda assinada por Fábio Costa prevê que a redução para 40 horas semanais dependa de regulamentação futura e estabelece um período de transição de dez anos.
O texto também permite acordos que ampliem em até 30% o limite constitucional da jornada. Na prática, isso poderia abrir espaço para jornadas de até 52 horas semanais.


