Política

Rodrigo ainda não indicou líder na Câmara: vereadores cobram diálogo

Nos bastidores, vereadores da base e da chamada bancada da governabilidade reclamam da falta de diálogo

Por Blog de Edivaldo Junior 25/05/2026 12h12
Rodrigo ainda não indicou líder na Câmara: vereadores cobram diálogo
Rodrigo Cunha dá entrevista antes da posse na Câmara de Maceió. - Foto: Assessoria

Passados cerca de 50 dias da posse de Rodrigo Cunha na Prefeitura de Maceió, ainda não se sabe como será sua relação com a Câmara Municipal. Até agora, o novo prefeito não escolheu oficialmente o líder do governo na Casa, função que ficou vaga após a saída de Kelmann Vieira (MDB), que deixou o posto com a mudança na administração municipal.

Nos bastidores, vereadores da base e da chamada bancada da governabilidade reclamam da falta de diálogo político da atual gestão. A principal queixa envolve perda de espaço na estrutura da prefeitura e ausência de articulação direta com o prefeito.

“No final do governo JHC todos os cargos foram cortados. Não voltou nem a metade. E o pior é que praticamente não há diálogo com a atual gestão”, afirmou ao blog um vereador do PL.

Hoje, a base mais próxima de Rodrigo Cunha é formada por poucos nomes: Chico Filho, Cal Moreira, Kelmann Vieira e Eduardo Canuto, todos do PSDB, além de Samyr Malta (Pode), e Pastor João Luiz, suplente de Thiago Prado (PP).

A maior parte da Câmara passou a integrar a chamada bancada da governabilidade. São vereadores que votam com o Executivo nas pautas principais, mas sem participação efetiva no núcleo político da gestão.

Esse grupo, no entanto, começa a demonstrar incômodo com a falta de definição da prefeitura em relação ao Legislativo.

“Estamos sem entender qual será o posicionamento do prefeito, se ele vai conversar agora com os vereadores ou se vai deixar para iniciar o diálogo depois das eleições de outubro. Se fizer isso, será ruim para o grupo dele, porque mesmo vereadores candidatos podem não se envolver muito na campanha, seja proporcional ou majoritária”, avaliou outro vereador ouvido pelo blog.

A ausência de um líder formal do governo também amplia a sensação de desorganização política na Câmara. Sem interlocutor definido, vereadores reclamam da dificuldade para tratar demandas da base, encaminhar indicações e discutir espaços administrativos.

As dificuldades também se dão no contato direto com a prefeitura. O cargo de secretário de Governo – antes sob comando de Junior Leão, que era muito próximo dos vereadores - é ocupado interinamente.

Nesse ambiente de incerteza, alguns vereadores já sinalizam abertura para conversas com grupos de oposição ao prefeito. Mas essa é outra história.