Política

MDB prepara segundo nome ao Senado após saída de Ronaldo Lessa

A tendência, neste momento, é por um nome “prata da casa” ou de um partido aliado historicamente vinculado à base do governo

Por Blog Edivaldo Junior 22/05/2026 14h02
MDB prepara segundo nome ao Senado após saída de Ronaldo Lessa
Lenilda Lima e DAfne Oiron: sindicalistas surgem como opção para o PT indicar nomes para disputa ao Senado em Alagoas. - Foto: Reprodução

A saída do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) do grupo governista obrigou o MDB a redesenhar a estratégia para a disputa ao Senado em 2026.

Nos bastidores, a decisão já está tomada: o grupo liderado pelo governador Paulo Dantas e pelo senador Renan Filho vai lançar um segundo nome ao Senado ao lado de Renan Calheiros.

E a tendência, neste momento, é por um nome “prata da casa” ou de um partido aliado historicamente vinculado à base do governo.

O plano original era outro. Enquanto Ronaldo Lessa ainda integrava o grupo governista, a ideia era trabalhar sua candidatura ao Senado na composição liderada pelo MDB. O vice-governador tinha aval político de Paulo Dantas, Renan Filho e Renan Calheiros para disputar a vaga e chegou a discutir esse cenário antes mesmo de procurar o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Mas a mudança de posição política de Lessa alterou completamente o cenário.

Ao migrar para o grupo de JHC (PSDB) e iniciar aproximação com setores da direita, o vice-governador praticamente inviabilizou qualquer possibilidade de permanência na chapa governista.

Com isso, o MDB passou a discutir novos nomes. A orientação do grupo é que o segundo candidato ao Senado precisa estar alinhado ao projeto de continuidade do governo e ter identidade política mais próxima do campo liderado por Paulo Dantas e Renan Filho.

Entre as alternativas discutidas, surgem nomes do próprio MDB e também de partidos aliados, como PT, PSD, PSB e Solidariedade.

O médico Ze Wanderley, do MDB é um dos nomes que podem compor a chapa majoritária, ao lado de Renan Calheiros. Ele também é cotado para disputar mandato de deputado federal pelo partido. No PT surgem vários nomes, a exemplo de Judson Cabral e das sindicalistas Dafne Orion e Lenilda Lima.

A definição de um segundo nome ao Senado deve ajudar a dividir votos de opinião com candidatos da oposição, especialmente nos maiores centros urbanos. A avaliação dentro do MDB é de que a eleição para o Senado tende a ser altamente fragmentada e exigirá uma chapa competitiva, organizada e politicamente alinhada desde o início da campanha.