Política
Planalto comemora exposição de áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro
A estratégia é deixar a repercussão do caso a cargo de deputados e senadores do PT nas redes sociais
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram que a divulgação do áudio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, favorece a chapa petista. No entanto, avaliam que o episódio não é suficiente para definir os rumos das eleições.
De acordo com informações do portal UOL, o Palácio do Planalto, oficialmente, não irá se pronunciar sobre a ligação entre Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro, e Vorcaro. A estratégia é deixar a repercussão do caso a cargo de deputados e senadores do PT nas redes sociais.
O presidente Lula, por sua vez, evitou comentar o episódio em sua primeira aparição pública após a publicação da matéria do Intercept Brasil, na última quarta-feira (13). "Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia", afirmou o presidente.
Mais cedo, sem citar diretamente Flávio ou Vorcaro, Lula adotou tom mais incisivo ao abordar o tema: "Vocês estão vendo na televisão. A verdade tarda, mas não falha" e "político que mente deveria cair a língua" foram algumas das declarações do presidente.
A equipe de Lula acredita que uma agenda positiva, destacando realizações do governo, pode gerar mais efeito eleitoral do que ataques a Flávio Bolsonaro. Entre as pautas em evidência estão o lançamento do Desenrola 2.0, o fim da taxa das blusinhas e o destaque ao encontro bem-sucedido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.
A exposição do áudio, no qual Flávio Bolsonaro solicita R$ 61 milhões para financiar um filme sobre a trajetória de seu pai, foi celebrada no Planalto, especialmente após a derrota no Senado com a rejeição à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o UOL, após a rejeição de Messias para o STF, Flávio passou a ser chamado de "presidente" no Senado, enquanto a oposição afirmou que o governo havia chegado ao fim.
Agora, a base governista tenta aproveitar o momento delicado de Flávio Bolsonaro, enquanto a oposição se divide entre minimizar o impacto do áudio e tecer críticas ao filho de Jair Bolsonaro.


