Política
“Não são polícia”, Lelo Maia critica proposta de armar agentes de trânsito
Deputado afirmou que função dos profissionais é orientar motoristas e organizar o fluxo de veículos.
O deputado estadual Lelo Maia criticou, durante sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) realizada nesta terça-feira (12), a proposta em discussão no Congresso Nacional que prevê a autorização para agentes de trânsito utilizarem armas de fogo. O parlamentar afirmou que os profissionais não exercem função policial e demonstrou preocupação com os possíveis impactos da medida.
Durante pronunciamento na tribuna, Lelo Maia manifestou repúdio à aprovação da proposta na Comissão de Segurança Pública do Senado Federal. Segundo ele, o papel dos agentes de trânsito está ligado à orientação de condutores e à organização do fluxo de veículos, sem relação direta com atividades de policiamento.
“O guarda de trânsito não é força policial. Quem tem que estar armada é a polícia. A função deles é orientar e organizar o trânsito”, declarou o deputado.
O parlamentar também aproveitou o discurso para criticar a atuação de órgãos de trânsito em Maceió e em cidades do interior de Alagoas. Na avaliação dele, parte dos agentes estaria priorizando a aplicação de multas em vez de atuar em melhorias para a mobilidade urbana.
Ao encerrar o pronunciamento, Lelo Maia voltou a defender que o porte de armas permaneça restrito às forças policiais e afirmou temer o aumento de conflitos caso a proposta avance no Congresso Nacional.


