Política
JHC e Arthur podem definir se oposição terá uma ou duas chapas em Alagoas
Os dois começaram uma conversa e ficaram de chegar a uma decisão nos próximos dias
A eleição de 2026 em Alagoas entra numa fase mais objetiva de articulação política. As chapas começam a ganhar forma e a principal dúvida hoje talvez seja simples: a oposição terá uma ou duas candidaturas competitivas ao governo?
A resposta passa diretamente pela relação entre JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP). Os dois começaram uma conversa e ficaram de chegar a uma decisão nos próximos dias.
Neste momento, o cenário aponta para três blocos em formação. De um lado, Renan Filho (MDB), com apoio do governador Paulo Dantas e do grupo governista. De outro, JHC, que avança na composição com Ronaldo Lessa (PDT) e dissidentes do governo. Há ainda um terceiro núcleo liderado por Arthur Lira, com PL, PP e União Brasil, discutindo candidatura própria ao governo.
Para complicar o cenário, o Republicanos de Davi Davino Filho também corre por fora.
O problema é matemático. Faltam chapas para o número de candidatos.
No grupo governista, Renan Filho é candidato ao governo e Renan Calheiros ao Senado. Restam apenas duas posições relevantes: vice-governador e uma vaga ao Senado.
Na oposição, o cálculo é mais difícil. Se houver apenas uma chapa liderada por JHC, governo, vice e uma vaga ao Senado já estariam praticamente ocupados, com JHC, Ronaldo Lessa e Eudócia Caldas. Restaria apenas uma vaga ao Senado.
E é justamente aí que surge o impasse. Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho se movimentam como pré-candidatos ao Senado. Todos têm estrutura política e projetos próprios.
Além disso, Luciano Barbosa avança nas conversas com JHC e pode reivindicar participação direta na chapa, inclusive indicando o vice. Nesse cenário, Ronaldo Lessa poderia ser deslocado para o Senado, ampliando ainda mais a disputa interna por espaço.
Por isso cresce a possibilidade de duas chapas no campo oposicionista. Nesse modelo, JHC lideraria uma candidatura ao governo, enquanto o grupo de Arthur Lira apoiaria um nome próprio — possivelmente um outsider ou Alfredo Gaspar — garantindo duas vagas ao Senado para seu campo.
A equação política começa a mostrar um limite objetivo: há mais candidatos competitivos do que espaços disponíveis em uma única chapa.
E é exatamente isso que pode empurrar a oposição para dois palanques em 2026.
A outra opção seria Arthur fechar com JHC e deixar Gaspar e Davi Davino Filho correr por fora para o Senado. Mas isso é tudo que Lira não quer. Diante de um “impasse”, as candidaturas de Gaspar e Davi ao Senado seriam novamente ameaçadas. Mas essa é outra história.


