Política

O cerco começa a se fechar e eleição de 2026 terá três blocos em Alagoas

Não existe mais chances da política de Alagoas se dividir em apenas dois grandes blocos

Por Blog de Edivaldo Junior 05/05/2026 12h12
O cerco começa a se fechar e eleição de 2026 terá três blocos em Alagoas
. - Foto: Edivaldo Júnior

O cerco está se fechando. Faça as contas. Não existe mais chances da política de Alagoas se dividir em apenas dois grandes blocos. Pelo menos no cenário de hoje.

A decisão do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) de integrar a chapa de JHC (PSDB) como candidato é uma virada de chave e acelera o fechamento dos blocos, a reorganização dos grupos, para 2026.

Em entrevista à Gazetaweb, Lessa disse que a chapa já tem um desenho pronto: JHC como candidato ao governo, ele próprio como vice e a senadora Dra. Eudócia na disputa pela reeleição ao Senado.

“Recebi duas possibilidades: ser candidato ao Senado ou a vice. Optei por ser vice neste momento para consolidar uma aliança mais ampla”, afirmou.

Na prática, sobra apenas uma vaga ao Senado na chapa de JHC, mas, pelo movimento em curso, não há sinal de busca por um nome mais competitivo que possa dividir protagonismo com Eudócia.

Do outro lado, o grupo de Paulo Dantas também tem Renan Filho como pré-candidato ao governo, com o senador Renan Calheiros na disputa pela reeleição. A vaga de vice está aberta e vai ser usada como carta na manga. A definição salvo fato novo, deve ficar para julho.

O terceiro bloco se consolida no campo liderado por Arthur Lira. A tendência é de candidatura própria ao governo, com nome do PL — Alfredo Gaspar aparece como principal opção — e duas vagas ao Senado em discussão.

Lira é nome certo, enquanto a segunda vaga oscila entre Gaspar (caso não vá ao governo) e Davi Davino Filho — que não terá dificuldades em disputar a eleição como independente.

Alagoas caminha, neste momento, para ter três candidaturas competitivas ao governo: Renan Filho, JHC e um nome do campo bolsonarista, possivelmente Gaspar, mas existem outras opções.

No Senado, a disputa pode reunir até cinco nomes com peso eleitoral: Arthur Lira, Eudócia Caldas, Renan Calheiros, Davi Davino Filho e o próprio Gaspar, a depender da decisão que tomar.

No MDB, o deputado estadual Doutor Wanderley é citado como alternativa para compor chapa, se a estratégia do partido for lançar dois nomes ao Senado.

Os espaços estão ficando cada vez menores. O grupo de JHC está praticamente completo, podendo ter um nome para compor o Senado. No do MDB, o mais provável é que tenha apenas um candidato ao Senado. Nesse caso, apenas a vice ficaria em aberto.

No grupo de Lira (PP/União/PL/Republicanos) tem três nomes ao Senado. Se Gaspar for para o governo, a chapa fecha completa. Mas essa é outra história.