Política
Gaspar chama Lindbergh de “criminoso” e cobra celeridade em investigação
Deputado alagoano liga acusação de estupro a "cortina de fumaça" para proteger filho de Lula na CPMI do INSS
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) subiu o tom na tribuna da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28), reafirmando as duras críticas ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar alagoano voltou a classificar o adversário como "criminoso" e denunciou o que chamou de "ato covarde, vil e abjeto" para atingir sua honra. O embate é um desdobramento direto da conturbada sessão de encerramento da CPMI do INSS, ocorrida no final de março.
No centro da disputa está uma acusação de estupro de vulnerável levantada por Lindbergh contra Gaspar durante a leitura do relatório final da comissão. Gaspar, que nega veementemente o crime, protocolou uma representação por denunciação caluniosa e, na última semana, chegou a coletar voluntariamente material genético para exame de DNA, visando provar sua inocência. Ele cobra que o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o Conselho de Ética apurem o caso com rapidez.
Fator "Lulinha"
Para o ex-relator da CPMI, a denúncia não passa de uma manobra política. Gaspar sustenta que a acusação foi utilizada como "cortina de fumaça" no exato momento em que seu relatório pedia o indiciamento de 214 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Lula. O parlamentar argumenta que o PT buscou desviar o foco das provas de supostos repasses irregulares do "Careca do INSS" para o filho do presidente.
O relatório de Gaspar, que possuía mais de 4 mil páginas, acabou sendo rejeitado pela base governista por 19 votos a 12. A representação por calúnia está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes no STF, que já solicitou explicações aos envolvidos.
"Quem tem a verdade não teme nada. Só quero justiça e celeridade", declarou Gaspar em seu pronunciamento, mantendo o clima de beligerância entre a oposição e a base do governo no Congresso Nacional.


