Política
PSDB nega tentativa de calar Paulo Dantas: “propaganda antecipada”
O caso teve origem em publicações recentes do governador, nas quais ele faz críticas ao período em que o PSDB governou o Estado
A ação do PSDB contra o governador Paulo Dantas (MDB) abriu uma nova frente no embate político em Alagoas. De um lado, interlocutores do governo interpretam a iniciativa como tentativa de censura. Do outro, o partido afirma que não pretende restringir opiniões, mas sim fazer cumprir a legislação eleitoral.
O caso teve origem em publicações recentes do governador, nas quais ele faz críticas ao período em que o PSDB governou o Estado e associa esse passado ao atual projeto político liderado pelo prefeito de Maceió, JHC.
Para o PSDB, o conteúdo ultrapassa o limite da crítica política e entra no campo da propaganda eleitoral antecipada.
A avaliação é de que, ao direcionar a mensagem ao eleitor e associar nomes a um pedido implícito de rejeição, o governador teria extrapolado o que a legislação permite no período de pré-campanha.
A ação foi protocolada na Justiça Eleitoral.
O julgamento caberá ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, que vai analisar se houve, de fato, irregularidade e se há necessidade de restringir ou não o conteúdo.
Nos bastidores, o movimento é visto como mais um capítulo da antecipação do debate eleitoral no Estado, que já começa a ganhar contornos mais duros entre os principais grupos políticos.
O governo sustenta que fez uma comparação administrativa, com base em dados públicos, e que o debate político pressupõe crítica e contraponto.
O PSDB, por sua vez, afirma que o objetivo não é limitar esse debate, mas impedir o que considera campanha fora do período legal.
A decisão agora sai do campo político e entra no jurídico.
Veja a nota do PSDB-AL
Nota
O PSDB-AL informa que ingressou com ação na Justiça Eleitoral contra a veiculação de conteúdo que ultrapassa os limites legais da pré-campanha por parte do governador de Alagoas Paulo Dantas.
A legislação permite o debate de ideias, mas proíbe propaganda eleitoral negativa antecipada. No caso em questão, o material questionado vai além da crítica legítima e conclama o eleitor a não votar em JHC, o que caracteriza propaganda negativa antecipada.
A medida não busca restringir o debate democrático, mas garantir o cumprimento das regras eleitorais e a igualdade de condições entre os atores políticos.
A Justiça Eleitoral será responsável por analisar o caso.

